07.04.2016 / Cultura / por

SP-Arte 2016 faz mix de boas mostras solo, jovens galerias e artistas consagrados

Obras do artista Dalton Paula, novíssimo talento no mundo das artes, bombeiro de Goiás representado pela galeria Sé e com todas os trabalhos já vendidos na SP-Arte ©Cortesia, SP-Arte
Obras do artista Dalton Paula, novíssimo talento no mundo das artes, bombeiro de Goiás representado pela galeria Sé e com todas os trabalhos já vendidos na SP-Arte ©Cortesia, SP-Arte

Mais do que uma feira para compradores, a SP-Arte se transformou num programa imperdível para quem gosta – e é ou não um grande entendedor – de arte moderna e contemporânea. Com ingresso a R$ 40 (tem meia entrada para estudante) e abertura para o público a partir desta quinta (7) no prédio da Bienal (SP), o evento reúne mais de 140 galerias de arte e design do Brasil (a maioria) e do mundo, com uma curadoria democrática que resulta num mix de artistas consagrados que são sempre bons de se ver e rever com jovens talentos da arte contemporânea. Isso vale também para as galerias, que se alternam entre as tradicionais e supernovas, abertas há menos de três anos e/ou com propostas de curadoria de arte superjovem, como as novas galeria Sé, Casa Nova, Solo Show (essa vinda da Suíça), Warm, Blau Projects, Inox (um pouco mais antiga, com seis anos, do Rio) e BFA (Boatos Fine Arts).

Passeando pelos corredores do prédio da Bienal, portanto, dá para ver de uma série de quadros do Volpi na Dan Galeria à arte cinética de Jesús Soto na Galeria de Arte Ipanema, passando por outros consagrados de diferentes épocas como Hélio Oiticia, Bill Viola, Adriana Varejão, Damien Hirst, Anish Kapoor. Mas também há muitas surpresas, como o goiano Dalton Paula, que além de artista é bombeiro, acaba de ganhar o prêmio Illy Sustain Art (na quinta edição, em parceria com a SP-Arte, dá R$ 20 mil ao vencedor), já está com todas as obras vendidas na feira e vai participar da próxima Bienal de Artes de São Paulo. Outros “sangues novos”, mais ou menos conhecidos do mercado e do público, todos com menos de 40 anos, também participam do evento, como Sofia Borges (Millan), Maria Lynch(Blau Projects), Leonardo Stroka (Warm), Daniel Albuquerque (BFA), Eduardo Berliner, Ana Elisa Egreja e Celina Portella (Inox), a última uma das finalistas do outro prêmio realizado na SP-Arte, em parceria com o ICCO (Instituto de Cultura Contemporânea) e que dará duas bolsas de residência artística para os vencedores, uma em Nova York e outra na Colômbia.

Didática, a SP-Arte dividiu o térreo, o primeiro e o segundo andares da Bienal em seções, com sinalização de cores diferentes para facilitar a curadoria. A cinza é a geral, das galerias de arte consagradas, que fazem sua própria edição de obras que levaram para o evento. A laranja é a chamada “Showcase”, em que cada galeria faz uma seleção de obras de até três novos artistas. Na azul acontecem pequenas exposições individuais, chamadas de “Solo”. Luiza Teixeira de Freitas faz a curadoria desse setor, que é muito interessante por apresentar melhor os artistas escolhidos, que ganham um espaço totalmente dedicado a eles. São 16 galerias, a maioria estrangeira (11 delas) e estreante na feira, como a Nicodim (Los Angeles), que apresenta o artista polonês Przemek Pyszczek, Richard Saltoun (Londres) com o francês Henri Chopin e PSM (Berlim), com a artista paulistana Marilia Furman. Há ainda, no fundo do segundo andar, o “Open Plan”, espaço para grandes instalações e que faz um diálogo com a arquitetura do prédio de Niemeyer. Lá, as obras remetem à natureza, foram feitas especialmente para a feira e trazem nomes como o italiano Seb Patane e o brasileiro Marcelo Cidade. O terceiro e último andar é novo, dedicado ao design, com móveis, luminárias e antiguidades de modernistas famosos como Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, além de peças de design contemporâneo brasileiro.

Durante os quatro dias da feira acontecerão também performances, como a boa de Alexandre D’Angeli (Resíduos), que ocorria durante a visita do FFW nesta quarta (6), na abertura do evento para imprensa e convidados, em horários variados. Entre no site da SP-Arte para se informar sobre performances e talks, gratuitos e pagos, que acontecerão durante a feira.

SP-Arte 2016
7, 8 e 9 de abril, das 13h às 21h e 10 de abril, das 11h às 19h
Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo
Entrada: R$ 40 público em geral) e R$ 20 (meia entrada)


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