17.03.2017 / por

Top Michelle Alves desfila com exclusividade para Maison Alexandrine

Michelle Alves liderando a fila final da Alexandrine por Batista Dinho ©Agência Fotosite
Michelle Alves liderando a fila final da Alexandrine por Batista Dinho ©Agência Fotosite

Por Isabella de Almeida Prado

Apesar dos novos nomes que cruzam as passarelas em todas edições, as top models brasileiras dos anos 1990, como Carol Ribeiro e Fernanda Tavares, foram destaques nos castings da temporada. É também o caso da Michelle Alves, sensação no final dos 90, começo dos 2000, que veio ao Brasil desfilar com exclusividade para a Maison Alexandrine, à convite de Dinho Batista, seu RP por muitos anos. A top paranaense, que já foi uma das musas de Steven Meisel, fez campanhas para Missoni, Saint Laurent e outras marcas, hoje vive uma vida mais sossegada e afastada da moda, em Los Angeles. “Na moda, gosto de vir de vez em quando, gosto de estar perto. Mas não tenho necessidade que seja todo dia”, revela Michelle.

Confira o bate-papo com a modelo minutos antes da apresentação.

Você já trabalhou com o Dinho Batista, que estreia como estilista na Maison Alexandrine. Como se sente com participando do desfile?
Ele foi meu RP. Tenho um carinho enorme pelo Dinho. Não teria vindo para cá se não fosse por ele e eu estou aqui porque realmente é um sonho dele, que ele achou que nunca mais ia se realizar. Quando apareceu, foi um momento tão especial na vida dele. Dinho não precisava mais, ele já tem uma carreira de sucesso.

Você não vive mais no Brasil. Com que frequência você vem para cá e o que você faz hoje em Los Angeles?
Cuido da minha família. Dificilmente faço algum trabalho, só para amigos. Estou fazendo o que eu sempre quis que é cuidar da minha família – tenho quatro filhos -, de manhã, à noite, final de semana faço isso. Para mim, deixar de fazer algo para vir para cá é porque realmente é importante.

Sente saudade da moda?
Eu gosto de vir para cá [SPFW] de vez em quando. Não acho que é algo que gosto de fazer todos os dias, acho que eu tenho outras prioridades hoje na minha vida. Me sinto realizada. Era um sonho que eu tinha e que vivo hoje – tenho muita sorte. Gosto de estar perto [da moda]. Mas não sempre. Me divirto.

No backstage ©Agência Fotosite
No backstage ©Agência Fotosite

Tem alguma lembrança marcante do SPFW ou da sua carreira aqui no Brasil?
Quando eu realmente cheguei no topo, pela primeira vez, havia várias amigas juntas comigo, não estava sozinha. Vir fazer SPFW era algo muito divertido. Comecei na época que era Morumbi Fashion e tenho amigos com quem fiz amizade naquela época. A gente trabalhava aqui e se encontra nas passarelas no mundo. Não era como trabalho, a gente vinha e ficava com os amigos, se divertia. É muito diferente do que é vir hoje aqui. A gente entrava no backstage, todo mundo sentava em roda junto, não tinha essa coisa quem é mais, quem é menos, essa competição. Era muito gostoso.

Com quais pessoas você fez amizade por aqui?
Foram tantas. A começar pelos fotógrafos de backstage. O próprio Paulo Borges. Maquiadores, cabeleireiros. A Meire, que veste a gente. Ela conhece a gente desde a época em que a gente não tinha conquistado nada. É diferente quando você está dividindo a conquista com alguém. O vínculo era muito mais forte – quando vocês estão subindo junto é um outro relacionamento.


Relacionados


Veja Também