13.07.2017 / Moda / por

Após 20 anos, Colette fecha as portas em dezembro, em Paris

A fundadora Colette Rousseaux ao lado da filha Sarah Andelman ©Reprodução
A fundadora Colette Rousseaux ao lado da filha Sarah Andelman ©Reprodução

Foi bom enquanto durou. Uma das multimarcas mais celebradas do mundo da moda, a Colette fez história desde que foi fundada por Colette Rousseaux, em 1997. Nesta semana, a loja emitiu comunicado afirmando que fechará as portas em dezembro.

O anúncio do fechamento pegou todo mundo de surpresa. Parte da safra de lojas de lifestyle que carregam a tocha da criatividade, como a 10 Corso Como, na Itália e a Dover Street Market, na Inglaterra, a Colette era conhecida não apenas por sua seleção cool de objetos, periódicos (já chegou até a vender a nossa FFWMAG) e pela ótima curadoria de moda, como também por fazer colaborações espertas com marcas e artistas, inclusive com o SPFW. Em 2009, como parte das comemorações do Ano da França no Brasil, a multimarcas desenvolveu uma coleção de camisetas especialmente para o evento e abriu uma pop-up na Bienal.

“É a única loja que frequento, porque eles têm coisas que ninguém mais tem”, afirmou Karl Lagerfeld em entrevista ao Business of Fashion. Foi lá, aliás, que marcas hoje importantes como Rodarte e Mary Katrantzou começaram a ser vendidas na Europa.

A Colette possui agenda cultural intensa. Na imagem, exposição "Pink" curada por Luis Venegas ©Reprodução
A Colette tem agenda cultural intensa. Na imagem, exposição “Pink” curada por Luis Venegas ©Reprodução

A loja, que fica na Rue Saint Honoré, no coração de Paris, deve ser arrendada pela Saint Laurent, parceira de longa data da multimarcas. A princípio, acreditava-se que a Colette apenas cederia o local por tempo determinado à marca, mas um anúncio no Instagram indicou que negociações estão sendo feitas.

As portas serão fechadas em 20 de dezembro. Até lá, mãe e filha à frente da loja garantem que as atividades continuam, inclusive a já anunciada parceria com a H&M Studio, que deve ser vendida, além da própria Colette, nas lojas da fast-fashion sueca em todo o mundo.


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