16.02.2016 / Moda

Exposição do MET discute fronteiras entre a alta-costura e o ready-to-wear

Raf Simons para a Dior, coleção de Verão 2015 de alta-costura ©Reprodução
Raf Simons para a Dior, coleção de Verão 2015 de alta-costura ©Reprodução

A nova exposição do The Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, cuja abertura é celebrada com o baile do MET, já tem um tema. Com curadoria de Andrew Bolton,“Manus x Machina” irá explorar a relação entre o processo artesanal, feito à mão, e a produção industrial. Foram selecionadas 100 peças de alta-costura e coleções ready-to-wear para a retrospectiva, que começa com as criações de 1880 do estilista Charles Frederick Worth, passando por vestidos dos anos 1960-70 de Yves Saint Laurent e o enorme modelo de casamento que Karl Lagerfeld criou para a coleção de Inverno 2015 de alta-costura da Chanel. A exposição abre no próximo dia 5 de maio. O baile que comemora sua inauguração acontece três dias antes (02.05).

A ideia da exposição é mostrar como as linhas high-tech e artesanal estão ficando cada vez mais próximas, já que cada uma se apropria de técnicas da outra para criar, a medida que a moda avança. Peças icônicas de Raf Simons para a Dior, Issey Miyake, Coco Chanel, Iris Van Herpen e Christopher Kane são alguns dos destaques que complementam a mostra.

“Tradicionalmente, a distinção entre alta-costura e prêt-à-porter foi baseada no critério do ser feito à mão e à máquina, mas recentemente essa distinção foi apagada quando ambas abraçaram técnicas e práticas umas das outras”, afirma Bolton, o curador responsável pelo The Costume Institute.

Veja na galeria de fotos imagens de peças que fazem parte da exposição.


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