“007-Sem Tempo para Morrer”: o último filme de Daniel Craig como o agente secreto

Finalmente após alguns adiamentos, chegou aos cinemas brasileiros o mais recente filme da franquia de James Bond: 007 – Sem tempo para morrer. 

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Por Luiz Henrique Costa

A saga sobre o agente secreto britânico teve início em 1953 pelas mãos do escritor Ian Fleming em sua icônica máquina de escrever banhada a ouro. Seu legado reúne 14 livros e outros 20 lançamentos póstumos escritos por diversos outros escritores.

Nos cinemas, chegamos ao 25º filme da franquia. 

Desde o primeiro deles, ‘Dr No’, de 1962, interpretado com rigor por Sean Connery – morto em 2020, aos 90 anos – até o antecessor de Craig, Pierce Brosnan, que passou o bastão do personagem em 2002, seis atores deram vida ao charmoso espião. 

E os anúncios sobre os sucessores, claro, nunca foram uma unanimidade. 

Apesar de também ter enfrentado certa resistência quando o nome foi anunciado em 2005 – muitos preferiam os rumores que envolviam Clive Owen e Jude Law – é possível afirmar que Daniel Craig foi e protagonizou os melhores filmes da saga 007 até hoje e certamente esse mais recente lançamento “Sem Tempo Para Morrer” está facilmente no top três melhores. A única infelicidade aqui é o ator encerrar o estrondoso sucesso dos filmes dizendo que não acha que a sua sucessora deveria ser vivida por uma mulher. b25_16762_rc3

DANIEL CRAIG e Lea Sedoux EM CENA DE “SEM TEMPO PARA MORRER”

Dirigido por Cary Joji Fukunga e roteirizado por Neal Purvis e Robert Wad “Sem Tempo Para Morrer” é, sobretudo um filme de despedida, uma honraria jamais concedida a nenhum dos outros atores que interpretaram Bond e vem daí o tom mais dramático, emocional, nostálgico, quase melancólico em alguns momentos. A intriga internacional segue presente, bem como as surpreendentes cenas de ação, perseguição e super- vilão – que dessa vez se revela pouco interessante na interpretação de Rami Malek, é verdade. A estrutura é, portanto coesa ao personagem e a franquia como um todo, mas o que realmente importa nas mais de duas horas de duração do filme é o lado mais pessoal e menos espião do personagem.

Pela quarta vez os charmosos looks, ternos, camisas e smokings impecavelmente cortados de Bond são assinados por Tom Ford, em colaboração com a figurinista Suttirat Anne Larlarb. Em um dos filmes da franquia, “Operação Skyfall” foram produzidos 85 ternos iguais Tom Ford, e por isso o 007 de Craig exala uma elegância adicional tão marcante ao personagem desde o seu primeiro interprete e é a cara do designer americano

Merece destaque especial a trilha sonora fantástica assinada pelo mestre das trilhas, Hans Zimmer, e para a música-tema da cantora Billie Elish. 

Um filme emocionante, mais dramático do que os fãs mais puristas desejariam mas sem dúvida uma excelente despedida – e em ótima forma – para um ator que se transformou em um ícone definitivo. 

A dúvida que fica no ar agora é: quem será o próximo? 


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