Filme Elvis, de Baz Lhurmann é eletrizante e intenso

O ator Austin Butler realiza um estrondoso estudo de personagem em toda a sua intensidade, magnitude e sensualidade

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Por Luiz Henrique Costa

Quando a Warner anunciou um novo filme que levaria o título de uma das entidades musicais mais importantes da música, as dúvidas eram muitas. Baz Luhrmann, um diretor dado aos excessos – vide Moulin Rouge e Australia – poderia potencializar a níveis duvidosos o material bruto do estromdoso espetáculo de Elvis.

Passada a sua estreia, um grande alívio para os fãs: ‘Elvis’, que acaba de ultrapassar a marca dos $ 100milhões de dólares em bilheteria, é um ótimo filme.

Em primeiro lugar porque os famosos exageros de Baz caem como
uma luva nessa filmografia e a escolha do jovem Austin Butller como seu protagonista não poderia ser mais acertada. Um rosto ainda pouco conhecido da grande audiência, o ator tem em seu breve cúrriculo participações em séries teen da Disney e um papel no mais recente filme de de Tarantino. Austin é uma ótima surpresa e uma aposta certa do diretor. Carismástico, seguro, envolvente e dono de um certo mistério, o que o ator realiza como Elvis é um estrondoso estudo de personagem em toda a sua intensidade, em toda a sua magnitude e em toda a sensualidade.

Austin Butler interpreta Elvis
Austin Butler interpreta Elvis

Charme, beleza e personalidade transbordam na interpretação de Austin e não apenas em sua versão superstar, mas também moram na delizadeza da compreensão do homem Elvis. Aliás, temos aqui um filme que em muitas camadas preocupa-se em entender o homem atrás do mito, as suas motivações, os desníveis psicológicos causados por outro importante personagem no longa, Coronel Tom Parker, interpretado pelo usual talento de Tom Hanks.

O diretor acerta muito em nos apresentar o furacão Elvis Presley aos poucos, até jogar na tela o resultado, como uma bomba, um homem como jamais havia existido nos palcos.

E é aí que todo o colapso da reação do público pode ser sentida em potência máxima graças aos exageros de camêra de Baz.

O figurino Prada

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Outro assunto que deu o que falar foi a colabaração da Prada com a figurinista e mulher do diretor, Catherine Martin. A figurinista tem um sólido trabalho no cinema – venceu o Oscar por O Grande Gatsby também em colaboração com Miuccia em 2013 e, goste ou não, cravou um estilo muito forte em Moulin Rouge. Ao todo, mais de 9 mil figurinos foram desenolvidos entre elenco principal, figurantes e elenco de apoio.

Em Elvis, Martin e Prada recriam figurinos clássicos sem segui-los totalmente à risca mas sem grandes alteraçōes aos originais. Estão lá os macacões bordados ao estilo super-herói, a vocação sexy e rebelde do ídolo com com pitadas de designe marcas com dna tão contemporâneo como Prada e Miu Miu, que também vestem a personagem de Priscilla Presley (Olivia DeJonge), esposa e mãe da única filha de Elvis. Os olhos bem marcados e o volume típico dos cabelos dos anos 60 ajudam a compor o visual e são assinados pelo chefe de cabelo e maquiagem, Shane Thomas.

O resultado desse belo trabalho pode ser visto – e ouvido em trilha sonora arrasadora – nos cinemas. Um desses mágicos momentos quando cinema, música e moda resolvem trabalhar juntos.


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