The Batman: porque vale a pena assistir

Novo filme tem Robert Pattinson como Homem-Morcego e Zoe Kravitz como Mulher Gato

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Por Luiz Henrique Costa

No final da década de 1960 um serial killer conhecido pelo pseudônimo ‘Zodiac Killer’ assombrou o Norte da Califórnia por quase um ano. 

Além de assassinar friamente quatorze pessoas, o assassino do zodíaco destinava cartas misteriosas e ameaçadoras destinadas à imprensa, algumas contendo criptogramas indecifráveis. Bem como o significado dessas cartas, a identidade do assassino segue desconhecida até hoje. 

Não por acaso ‘The Batman’ um dos filmes mais aguardados de 2022 e assinado pelo diretor e roteirista Matt Reeves, responsável pelas ótimas versões modernas de ‘Planeta dos Macacos’ – ‘A Guerra’ e ‘O Confronto’ – de 2017 e 2014, respectivamente, se inspira nesse horripilante e misterioso caso real. 

Gotham City talvez nunca tenha surgido tão sombria, corrupta, suja, caótica, desesperançosa e violenta e esses são alguns dos muitos sinais de tristeza que respingam e fazem da composição do Bruce Wayne/Batman de Robert Pattinson tão mais melancólica que outras adaptações de filmes do Homem-Morcego. 

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Pattinson há muito se livrou do estigma do vampiro cintilante e vem se firmado com um dos grandes atores dessa geração. Se ainda existia alguma dúvida sobre a sua capacidade cênica depois de atuações muito fortes em trabalhos anteriores como em ‘Cosmópolis’ e ‘O Farol’, em ‘The Batman’ ele crava de vez seu nome no hall de uma carreira que caminha merecidamente junto aos Grandes. 

Batman sempre foi um personagem mais contido, charmoso, mas pouco entregue a sorrisos, um pouco pela própria natureza da cidade/universo que o rodeia e muito, obviamente, pela morte precoce dos pais na infância. O super-poder de Batman reside essencialmente em sua própria capacidade de superação contra perversidades muito mundanas, pouco fantásticas. É nesse ponto que Pattinson parece compreender tão bem seu personagem e carregá-lo da densidade que ele exige e temos aqui finalmente um filme com foco total no personagem título. 

Mas um filme gigantesco e tão cheio de detalhes como esse, não se faz só com um bom ator então vale destacar com louvor todo o elenco, sem exceções: Jeffery Wright como o Detetive James Gordon – um oásis de real moralidade em Gothan –  Zoe Kravitz como a Mulher-Gato, Colin Farrel irreconhecível na caracterização como Pinguim, Andy Serkis como Alfred Pennyworth em tantos outros. 

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Tecnicamente assombroso, assumindo a atmosfera noir dos quadrinhos, e demonstrando imensa habilidade com uso de CGI e trabalho gráfico, sem qualquer exagero. Aplausos para Greig Fraser, diretor de fotografia em conseguir manter três horas de quase pura escuridão e um trabalho de câmera incansável que garantirão indicações certas nas premiações do Oscar de 2023. 

Destaque também para o trilha sonora  assinada por Michael Giacchino e o design de som que funcionam como uma orquestra do caos e da sombra. Para ser visto no cinema  e possível, no I-Max.

Se você desconfia de trailers muito bons – que revelam demais das surpresas filme – ou tem medo de se cansar em longas de quase três horas OU AINDA tem certo pé-atrás com a capacidade de atuação de Pattinson: prepara-se para mudar de ideia logo na sequencia de abertura. 

Batman está em cartaz nos cinemas do Brasil.


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