29.11.2019 / Cultura / por

Conheça o coletivo de realidade mista Marshmallow Laser Feast

Foto da exposição imersiva We Live in a Ocean of Air, do coletivo Marshmallow Laser Feast / Cortesia
Foto da exposição imersiva We Live in a Ocean of Air, do coletivo Marshmallow Laser Feast / Cortesia

Nos últimos anos, o coletivo baseado em Londres Marshmallow Laser Feast tem se tornado um dos principais criadores de realidade virtual, trabalhando na interseção de arte e tecnologia.

O MLF cria experiências imersivas, expandindo a percepção e explorando nossa conexão com o mundo natural através de ferramentas arquitetônicas, técnicas de imagem contemporâneas e tecnologia de ponta.

O coletivo foi formado por três diretores (Ersin, Barney e Robin), que vêm do background de  fotografia, filme, tv e mídias interativas. Eles trabalham com um time fixo bem enxuto, mas tem uma grande rede de colaboradores espalhados pelo mundo.

Sua primeira instalação de realidade virtual, In the Eyes of the Animal, foi exibida em diversos festivais ao redor do mundo; seu projeto Treehugger ganhou prêmio no Festival de Tribeca em 2017 e o curta Sweet Dreams foi selecionado para o Sundance.

In the Eyes of the Animal é um projeto de realidade mista que coloca você nos olhos de quatro animais e insetos diferentes na Floresta de Grizedale, no Reino Unido. “Começamos a trabalhar com essa idéia e conversamos com a Universidade de Salford e o Museu de História Natural de Londres para nos fornecer um pouco mais de como essas espécies percebem seu mundo e seus arredores. E então começamos a construir uma narrativa baseada na cadeia alimentar”, diz Ersin ao site DocuBase.

Já We Live in an Ocean of Air, que ficou em cartaz na Saatchi Gallery este ano, é uma instalação imersiva multissensorial que joga luz na conexão entre animal e planta, criando um intrincado mundo 3D, onde podemos ver os sistemas e conexões mais profundos que se unem intimamente sem a gente nunca perceber.

We Live in an Ocean of Air from Marshmallow Laser Feast on Vimeo.

Os visitantes ficam imersos em um mundo além da percepção humana. A exposição utiliza uma combinação de tecnologias, desde realidade virtual sem limites, monitores de frequência cardíaca e sensores de respiração até rastreamento corporal.

Outro projeto, também construído de forma colaborativa, foi o Nest, uma escultura imersiva de som e luz criada, exibida no começo deste ano. A instalação consiste em feixes de luz em um anel que criam formas em constante evolução e movimento. As luzes são movidas por uma música composta por Erland Cooper, que reúne mais de mil vozes, de coros infantis a músicos locais.

 


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Hello friends, documentation of the Nest is on its way, in the meantime we have a short video of our critically acclaimed installation here. Nest was a hugely collaborative project. We are lucky to work with an amazing team of people such as @erlandcooper who created sonic murmurations – composed in collaboration with Waltham Forest’s choirs, local schools and musicians. 1100 local voices came to life on a 360 degree array of speakers with @jjbulley ’s incredible craft of spatilisation. 75 moving headlights created ever changing structures in mid air with the help of @buttonlight who directed the lighting. And our long term collaborator, all around super talented, Adam Heslop @pixelsinprogress created the custom software and gave life to each beam of light. Last but not least @ladytalulla Ulla Winkler who drove the project to great heights with her production superpowers Many thanks to our commissioners; @WFculture19, Lorna Lees, Sam Hunt, Niccy Halifax and the entire @wfculture19 team who made it all happen. Finally, thanks to The Mayor of London @mayofldn Sadiq Khan and incredible #Walthamstow community that have supported the installation and arts and culture in the borough Beautiful documentation by Sandra Ciampone @sandrameorme #wfculture19 #welcometotheforest

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E nos próximos anos, que ferramentas vão aparecer? Segundo Ersin, “todo mundo está olhando para a tecnologia magic leap para mudar o mundo e acho que todos queremos isso, porque melhorará nossa vida cotidiana. Não é apenas uma experiência”, diz.

Do ponto de vista da realidade aumentada, ele adianta: “assim que você puder sobrepor os dados sobre o ambiente do dia a dia, isso pode ser bastante benéfico. Como você não precisa olhar para o seu telefone para encontrar suas direções: ela estará na frente dos seus olhos. Mas também, a parte interessante que eles acham que vai revolucionar é, se essa tecnologia funciona e se é realmente desse tamanho, por que precisamos de outra tela em nossas vidas? Sem TV, sem telefone, sem laptop. Tudo ficará bem diante dos seus olhos, mapeado como você quiser”.

Escaneando árvores para o projeto Treehugger / Reprodução
Escaneando árvores para o projeto Treehugger / Reprodução

 


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