02.01.2018 / Cultura / por

I, Tonya: novo filme retoma um dos casos mais polêmicos da patinação artística

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Mês que vem tem a estreia do filme Eu, Tonya, que tem causado nos Estados Unidos. Dirigido por Craig Gillespie, ele acompanha a carreira da patinadora artística Tonya Harding, que em 1994 foi acusada de um ataque à Nancy Kerrigan, sua rival e também colega de equipe olímpica.

O caso foi de grande repercussão nos EUA e Tonya passou de heroína à grande vilã, mas o filme traz um novo olhar para ela, mostrando os verdadeiros vilões por trás de seu sucesso. Se 20 anos trás ela foi declarada culpada pela opinião pública, este longa tem sido sua redenção.

O filme já é aposta para o Oscar e tem três indicações para o Globo de Ouro: Melhor Filme, Melhor Atriz (Margot Robbie como Tonya) e Melhor Atriz Coadjuvante (Alisson Janney, que interpreta a mãe).

Eu, Tonya começa mostrando seu passado com uma mãe abusiva e obcecada pelo sucesso. Quando ela conhece Jeff Gillooly, ainda adolescente, muda-se para sua casa para escapar da mãe, mas o problema é que ele também é abusivo.

Harding tinha uma técnica incrível e foi a primeira mulher a fazer o salto triple axel (veja video acima com a Tonya original), mas ainda assim ela não conseguia convencer os jurados que a reduziam por conta de sua estética não refinada. Seus figurinos de apresentação, ela mesma fazia pois não tinha condições de comprar. Para o júri, Kerrigan, sua rival, parecia mais o tipo de mulher que poderia representar os Estados Unidos, mesmo que sua técnica não fosse tão impressionante quanto à de Tonya.

Partindo dessa informação e de inúmeros vídeos de Tonya competindo, a figurinista Jennifer Johnson começou a trabalhar. “Queria homenagear o comprometimento de Tonya pois muitos dos figurinos foram feitos por ela. E ela cuidou deles direitinho, fez um ótimo trabalho de construção independente de você gostar ou não do estilo”.

O estilo de Tonya foi dividido em três capítulos. O primeiro, quando ela é criança e é vestida por sua mãe. Elas eram muito pobres e a mãe costurava as roupas e trançava seus cabelos. O segundo mostra Tonya adolescente, quando conhece a técnica Diane Rawlinson, que se vestia de Ralph Lauren e Laura Ashley e começa a comprar roupas para Tonya. E por fim quando ela conhece Jeff Gillooly, com quem vai morar. Ela manda Diane embora, contrata um novo técnico e passa a fazer as roupas sozinha. Enquanto aumenta o abuso entre Jeff e Tonya, eles passam a se vestir de forma muito parecida, com cores mais sombrias, como se ela tivesse perdido sua identidade para ele,

Quando ela consegue patrocínio depois de fazer o triple em 1991, Tonya ganha um pouco mais de dinheiro, se separa de Jeff e você começa a vê-la com bolsas Chanel e Louis Vuitton.

A patinadora também ganhou uma música de Sufjan Stevens, que não está no filme, mas que reforça o momento de homenagem e redenção à patinadora: “Tonya, you were the brightest. Yeah you rose from the ashes and survived all the crashes, wiping the blood from your white tights. Has the world had its fun? Yeah they’ll make such a hassle and they’ll build you a castle then destroy it when they’re done.”


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