SUPERNOVA: Os Melhores Lançamentos Musicais da Semana

Sharon Van Etten e Angel Olsen, Olivia Rodrigo, Wolf Alice e muito mais (14.05 – 20.05)

angel olsen e sharon van etten
angel olsen e sharon van etten

Sharon Van Etten & Angel Olsen – Like I Used To

Duas das maiores musas da música alternativa “30+”, Sharon Van Etten e Angel Olsen uniram forças pra lançar “Like I Used To”. Sobre a colaboração, Van Etten disse em um texto de press release: “Mesmo que não fôssemos muito próximas, sempre me senti apoiada por Angel e a considerei como uma colega neste mundo estranho de turnês. Nós nos “trombamos”e cumprimentamos muitas vezes ao longo do caminho…. Eu finalmente tive coragem em junho de 2020 de abordar ela para ver se gostaria de cantar comigo. Fiquei gananciosa e rapidamente enviei uma faixa na qual eu estava trabalhando.” Além da música, o clipe é um espetáculo à parte dirigido por Kimberly Stuckwisch gravado no deserto de Joshua Tree. Lançamento Jagjaguwar.

 


Wolf Alice – No Hard Feelings


“No Hard Feelings” é a última amostra de Blue Weekend, terceiro álbum da banda londrina Wolf Alice que sai no próximo dia 4. Falando sobre a faixa, a vocalista Ellie Rowsell disse em entrevista: “Eu comecei tentando fazer uma música meio “cafona”, quase como uma da Motown, do tipo das The Ronettes sobre o fim de um relacionamento, e sentindo ‘Qual é o sentido de ficar miserável com isso?’ ela é curta, porque originalmente era tocada muito rápido. Tentei prolongar, mas não tinha mais palavras – eu tinha dito tudo que queria dizer perfeitamente, e não queria estragar adicionando coisas. Então, em vez disso, diminuímos a velocidade e me senti muito mais comovida com isso.” A música vem acompanhada de outro maravilhoso clipe da banda dirigido por Jordan Hemingway (Gucci, Raf Simons, Comme Des Garçons). Lançamento Dirty Hit.

Olivia Rodrigo – SOUR

Que ano é hoje? Com essa quarentena eterna e o momento estranho e triste que o mundo vive talvez estar flutuando em que momento e espaço estamos seja ótimo para a música. A cantora sensação Olivia Rodrigo que explodiu no Tik Tok e outras redes sociais acaba de lançar o delicioso álbum de estreia, SOUR. O álbum é tudo que os jovens, principalmente garotas, em 1995 adorariam ouvir. É a energia do punk pop misturada a sentimentos e ímpetos que todo adolescente procura externalizar ouvindo músicas, bem alto! “good 4 u” por exemplo soa como o Paramore no começo, lá em 2005 e tem o clipe dirigido pela hypada Petra Collins e styling da it girl Devon Lee Carlson (que amo a energia da moda dos anos 90 e o toque girly/glitter dos 2000 #meninasmalvadas). Agora em 2021 o trabalho de Rodrigo vem como mais um revival no mainstream, mostrando que realmente o ser humano é um ser cíclico, e que encontra conforto em elementos saudosistas. Lançamento Geffen Records.

 

Japanese Breakfast – Savage Good Boy 

Semana que vem vamos descobrir se Jubilee, novo álbum da cantora e compositora Japanese Breakfast vai se provar um dos melhores trabalhos do ano. Enquanto o dia 4 de junho não chega, chegou aos nossos ouvidos mais um single do trabalho. “Savage Good Boy” tem um clipe lindo que Michelle Zauner (Japanese Breakfast) estrela junto de Michael Imperioli, o famoso Christopher de The Sopranos. Em entrevista Michelle explicou: “Savage Good Boy” veio de uma manchete que li sobre bilionários comprando bunkers. Eu estava interessada em examinar aquele tipo específico de vilania e me descobri adotando a perspectiva de um homem rico persuadindo uma jovem a ir morar com ele no subsolo, tentando racionalizar sua quase impossível parcela de ganância e avareza. Eu sabia que queria que o clipe fosse uma interpretação literal dessa ideia. Eu queria justapor imagens desse bunker industrial pós-apocalíptico com a leveza e extravagância da moda e cenografia rococó. Visando esse equilíbrio, meu diretor de fotografia, Adam Kolodny, e eu ficamos realmente inspirados por “A donzela” de Chan Wook Park, “Barry Lyndon” de Stanley Kubrick e “Orlando” de Sally Potter.” Lançamento Dead Oceans.

 

Oneothrix Point Never & ROSALÍA – Nothing’s Special 



Encontro de gigantes na faixa “Nothing’s Special”. A música é uma versão retrabalhada da faixa final do álbum Magic Oneohtrix Point Never (2020) do músico e produtor Oneothrix Point Never, que recebe a voz da incrível ROSALÍA. Daniel Lopatin, o nome verdadeiro por trás de OPN já tinha feito esse tipo de trabalho em 2010 com “Returnal”, uma de suas faixas quando convidou ANOHNI para transformar o que era uma faixa “maluquinha” em uma balada delicada e com um piano. Lançamento Warp Records.

 

Tirzah – Sink In

A brilhante Tirzah lançou mais uma nova música, “Sink In”. A britânica escreveu a faixa com Mica Levi e Coby Sey, e conta com a produção de Levi. O clipe é dirigido por Leah Walker que conta com uma dança coreografada por Lewis Walker e Tylor Deyn. Ficamos no aguardo se a cantora vai continuar lançando músicas aleatoriamente, já que em abril ela lançou a linda “Send Me”, ou se vem aí o anúncio de um álbum. Lançamento Domino Record.

 

Bruna Mendez – A Vida Segue, Né? ft. June

 

Corpo Possível (2019), ótimo trabalho da goiana Bruna Mendez, vai ganhar uma edição em vinil que conta com três faixas inéditas. “A Vida Segue, Né?” é uma das composições e que conta com a participação da cantora June. Mais um trabalho delicioso que Bruna entrega com delicadeza e maturidade um R&B autoral que causa arrepios. 


Lupe de Lupe – Lula




Punk brasileiro e post-punk mundial? Quanta coisa é o Lupe de Lupe. Talvez seja mais fácil colocar um trecho do release da banda mineira para explicar um pouco do que significa “Lula”, o novo trabalho deles. Segue: “O disco possui um conceito óbvio e outro nem tão óbvio. Todas as canções possuem nomes de cidades do país e passeiam por inúmeros ritmos nacionais, além de sabotarem alguns ritmos internacionais também (…). Uma banda punk do interior de Minas Gerais que um dia viu um metalúrgico vencer, talvez começou a cantar sobre vencer justamente por causa dele e o legado do que é a banda Lupe de Lupe, que começou misturando seu punk caótico misturado com MPB em 2011 com seu disco “Recreio”, seja também essa metonímia. Talvez ser brasileiro é simplesmente perceber o que se é em um nível profundo. É olhar suas raízes rítmicas, seus lirismos regionais e tentar olhar pra frente com a gratidão aos seus antepassados. O novo disco da Lupe de Lupe é uma resposta a tudo isso e muito mais. O novo disco da Lupe de Lupe é o Brasil.” Lançamento Geração Perdida/Balaclava Records.


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