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    Apresentamos três nomes do styling para conhecer

    As image makers contam sobre suas experiências e dão diferentes perspectivas sobre a profissão.

    Apresentamos três nomes do styling para conhecer

    As image makers contam sobre suas experiências e dão diferentes perspectivas sobre a profissão.

    POR Laura Budin

    Dentro da moda, o styling tem um papel crucial em desfiles, campanhas, editoriais e qualquer criação de imagem feita por uma marca, artista ou personalidade. A criação de imagem sempre foi uma ferramenta-chave para elevar e tornar qualquer peça individual à mensagem que gostaria de ser passada. Pensando nisso, apresentamos três stylists – ou image makers – da nova geração e seus trabalhos e diferentes perspectivas sobre a profissão.

    Zazá Pecego (@zazapecego):

    Zazá Pecego, 27, stylist carioca que veio pela primeira vez para São Paulo em 2021, tem uma grande gama de trabalhos com editoriais, revistas e artistas. ‘‘Eu comecei a atuar no mercado [de moda] em 2019, na época eu tinha acabado de voltar para o Brasil, tinha passado uma temporada em Nova York e aí eu postava muito moodboard, muitas imagens de coisas que eu consumia de fora do país e eu acabei ingressando no quadro de criativos da Farm, na época’’, ela relata sobre início de sua trajetória dentro do mercado.

    Após a Farm, Zazá deu o primeiro passo no mundo do styling: ‘‘Depois que eu saí [da Farm], comecei a produzir bastante editorial livre com amigos que queriam ingressar no mercado e que queriam se expressar criativamente e eu fui postando, e isso foi criando um portfólio pra mim. E aí eu comecei a usar esse portfólio pra tentar ser freela’’.

    Um dos diferenciais de seu trabalho vem de seu background em Antropologia. Zazá transmite não apenas o que a roupa é, mas o que ela pode se tornar, por meio de pesquisa de campo e sensibilidade: ‘‘A identidade do meu trabalho vem muito de eu não ter um background de moda, eu não sou formada em moda, então nunca me foi ensinado nada sobre moda, nem sobre mercado de moda, nem sobre o que seria moda enquanto ela mesma. Por exemplo, quando a gente fala de uma coisa mais fashion: Quem é o grupo que tá vestindo aquilo? Quem são as pessoas reais por trás daquilo?’’

    A stylist explica sua visão sobre styling e peças, dizendo: ‘‘A última coisa que eu quero transmitir é a roupa, eu não acredito muito em vender produto como uma forma de styling. Eu acho que a roupa pode te ajudar a contar a história – por mais que eu ame roupa, ela nunca tem quer a protagonista’’. Além de deixar claro que suas experimentações com o próprio styling, são o que torna tão único: ‘‘Acho que talvez não colocar as coisas no lugar que elas tem que ficar, talvez fazer a gente pensar um pouco sobre como usar uma peça, ou sobre como as coisas podem ir em lugares diferentes’’.

    Seus últimos trabalhos incluem um editorial da Lacoste com o TZ da Coronel e a Anttónia para a Vogue Brasil e a Ludmilla na capa da revista Billboard Brasil.

    Alexza Paraiso (@paraisoasweetgirlylovestory):

    Alexza Paraíso, 28, nascida e criada em São Paulo é um grande nome dentro do cenário experimental e alternativo da moda. Além de stylist, Alexza é diretora criativa e tem trabalhos autorais no cenário artístico de São Paulo divulgados frequentemente em sua conta no Instagram – fato que a fez conquistar amigos, colegas e admiradores dentro do mercado: ‘‘Eu comecei a atuar no mercado da moda, por que eu acredito que as pessoas começaram a ter interesse pelo jeito que eu me vestia. As pessoas que me deram esse trabalho, quem ficou interessado por mim’’, relata Alexza.

    Em seu trabalho como stylist, Alexza traz seu diferencial quando entende o seu estilo pessoal e como aplicar isso a uma pessoa de forma coerente: ‘‘Quando eu me visto e quando eu visto outras pessoas, eu quero que tenha uma história, sabe? Eu não quero que tenha só: ‘Ah, lindo’, se está só ‘lindo’, pra mim não faz muito sentido’’. Além disso, a artista também divide as formas que encontra de tornar aquilo pessoal a quem está sendo feito a criação de imagem: ‘‘Quando eu me visto, é sempre ‘Ah, tô nem aí’, mas quando você vai vestir alguém – modelo ou artista – é um corpo diferente que você não conhece, as coisas tem que fazer sentido naquele corpo, e eu sempre quero que as pessoas se sintam confortáveis’’. Um de seus últimos trabalhos foi ‘‘Banda Uó: O Reencontro’’ com styling assinado ao lado de Juan Duarte.

    Juliana Santos (@jusans):

    Juliana Santos, 27, nascida em Campinas, começou a atuar no mercado de moda depois de sua formação no Senac: ‘‘Assim que eu concluí moda pelo Senac Americana, vim a São Paulo e fui assistente de alguns profissionais do mercado como: Thiago Ferraz, Daniel Ueda e Renata Corrêa. Nisso fui pegando experiência, aprendendo as éticas e hoje atuo também no mercado’’.

    Em seu trabalho com styling, Juliana o define como ‘‘High Fashion’’. A stylist explica o que seria esse high fashion ao citar misturas de estéticas: ‘‘Eu gosto muito dessa mistura de ‘estilos’, texturas, peças, um tênis com vestido de alta costura, por exemplo’’. Além disso, também conta para o FFW o que deseja passar por meio do seu styling: ‘‘Eu desejo transmitir possibilidades, criatividade, liberdade e representatividade, por meio da forma de se vestir’’.

    Seus últimos trabalhos incluem styling para Wilson Brasil e para a marca Isolda.

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