05.04.2017 / Arte / por

Arte japonesa, novos nomes e visitas guiadas: os destaques da SP-Arte 2017

Silêncio, OPUS IV, de Regina Chulam, no setor Showcase da Thorey Galeria ©Cortesia
Silêncio, OPUS IV, de Regina Chulam, no setor Showcase da Thorey Galeria ©Cortesia

A partir desta quinta-feira (06.04) até domingo (09.04), o Pavilhão da Bienal recebe artistas, curadores, colecionadores, admiradores de arte para a 13a edição da SP-Arte. Mais de 130 galerias do mundo todo, das mais consagradas a novas, expõem trabalhos de seus artistas em estandes na feira com obras a partir de R$3.000,00. Obras de veteranos como Tunga e Waltercio Caldas misturam-se aos nomes já estabelecidos da nova geração da arte brasileira como Cinthia Marcelle e Jonathas de Andrade, além de artistas internacionais como Dan Flavin, Martin Parr e Louise Bourgeois (nesta edição representada pela linda série Lullaby estampando uma parede inteira no estande da Cheim and Reid). A programação conta ainda com performances, um ciclo de palestras e também lançamentos de livros nas cabines de editoras gráficas independentes. A galeria/editora de Damien Hirst, Other Criteria, traz uma série de edições limitadas de obras do artista inglês. A feira movimenta também a cena artística por toda a cidade com a abertura de exposições especiais em diversas galerias. O espaço dedicado a peças de design, setor que foi novidade (e sucesso) na edição passada, volta a ocupar o terceiro andar da Bienal e com direito a tour guiado para os visitantes. É, aliás, a primeira vez que a organização oferece visitas guiadas por toda a feira.

Vôo solo

Vale dedicar um tempo para acompanhar as mostras individuais exibidas na feira, com curadoria de Luiza Teixeira Freitas. A galeria londrina Richard Saltoun traz ao Brasil pela primeira vez uma solo da artista feminista Renate Bertlmann, contemplando uma coleção de obras da década de 1970, entre fotografias e desenhos da austríaca. Também tateando identidade feminina, a espanhola Galería Visor expõe vídeos e ilustrações da artista croata Sanja Ivekovic.

Sem Título, de Gisele Camargo - Central Galeria ©Cortesia
Sem Título, de Gisele Camargo – Central Galeria ©Cortesia

No estande da Central Galeria, a a linda série de pinturas e colagens fotográficas A Construção de Minimundos, da carioca Gisele Camargo. Já a Galeria Emma Thomas exibe a série Últimos Sussurros, do artista multimídia Lucas Bambozzi, com instalações, objetos, vídeos e fotografias que exploram sistemas de comunicação e questionam o consumo tecnológico. O paulistano Rafael RG, da Sé Galeria – em seu segundo ano como expositora, também ganha um espaço no estande de mostras solo, com peças realizadas entre 2015 e 2016. Também expondo pela segunda vez na SP-Arte, a BFA Boatos Fine Arts apresenta trabalhos recentes do pintor Thomaz Rosa. Saiba mais sobre as mostras solo aqui.

Made in Japan

Prestes a abrir suas portas na Avenida Paulista em maio, o espaço de cultura japonesa Japan House ocupa 320 metros quadrados da feira com arte japonesa. São sete galerias exibindo 21 obras de 15 artistas contemporâneos diferentes, entre elas, uma abóbora psicodélica gigante de Yayoi Kusama e os raios e o modelo matemático de Hiroshi Sugimoto. 

Lightning Field 239, Hiroshi Sugimoto - Japan House ©Cortesia
Lightning Field 239, Hiroshi Sugimoto – Japan House ©Cortesia

Novos nomes

No setor Showcase, algumas galerias apontam seus novos artistas em ascensão. A Cavalo, por exemplo, apresenta na feira o trabalho da norueguesa baseada no Rio Thora Dolven Balke, com polaroides em quadros de borracha e uma instalação de vídeo; mostra ainda uma série de trabalhos de Pedro Caetano que questiona códigos culturais sob uma paleta de cores bem açucarada, como o picolé em forma de língua Me Chupa. A Periscopio exibe mais de 10 obras de cada um de seus artistas indicados na Showcase, como Guto Lacaz, Éder Oliveira e Marcone Moreira. No booth da Galeria Mezanino, três linguagens diferentes: as fotografias de Leo Sombra numa parede; as pinturas de Ulysses Bôscoli noutra e a belíssima biblioteca em gesso com recortes da série Depois de Tanto Verbo, de Reynaldo Candia, estampa a terceira parede. As vigorosas pinturas da jovem Maya Weishof chamam a atenção para o estande da Boiler Galeria, de Curitiba.

Fora do Showcase, nomes já mais consolidados mas que ganham momentum na cena internacional, como Raphael Escobar, da Leme, e a fotógrafa Bárbara Wagner, da Fortes D’Aloia e Gabriel, também exibem séries de trabalhos recentes. A artista Caroline Martinez, representada pela carioca Portas Vilaseca, mostra suas pinturas arquitetônicas em mostra individual.

Afala e Casé, de Bárbara Wagner ©Cortesia Fortes D'Aloia e Gabriel
Afala e Casé, de Bárbara Wagner ©Cortesia Fortes D’Aloia e Gabriel

Pela cidade

Para além dos corredores da Bienal, algumas galerias paulistanas inauguram mostras especiais neste final de semana da SP-Arte. A Mendes Wood DM traz pela primeira vez ao Brasil uma mostra individual de trabalhos da artista italiana Dadamaino com a série Volumi, a partir de 08.04. Realizados entre 1958-60, os trabalhos formalistas em telas monocromáticas com furos elípticos exploram ideias de perspectiva, volumetria e espaços interrompidos e vazios. Também nos Jardins, a Galeria Nara Roesler exibe obras inéditas criadas pelo artista francês Daniel Buren especialmente para a mostra Prismas, cores e espelhos: alto-relevo. São nove conjuntos de objetos tridimensionais de parede, com jogos de espelho, compostos de 8 a 14 peças cada um. Exibindo trabalhos inéditos, o Espaço Pivô comissionou obras do artista brasileiro radicado em Londres Alexandre da Cunha para a exposição Boom e a Luciana Brito Galeria apresenta telas, esculturas e instalações do artista mexicano Bosco Sodi, em Voragine. No Galpão VB, uma mostra coletiva com pinturas, vídeos, fotos e instalações de Caetano Dias, Gisela Motta e Leandro Lima, Claudia Andujar, Rodrigo Bueno e mais, olha para populações urbanas e povos indígenas, sem deixar de lado temas como espiritualidade, sexo e morte em Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no Inferno.

Obra de Daniel Buren ©Reprodução
Obra de Daniel Buren ©Reprodução

 

SP-Arte 2017 @ Pavilhão da Bienal
6 a 8 de abril – das 13h às 21h
9 de abril – das 11h às 19h
Parque Ibirapuera, Portão 3 – São Paulo
Entrada: R$ 45,00 (geral) /R$ 20,00 (meia promocional)

www.sp-arte.com


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