Estudo revela dados sobre consumo de maquiagem por mulheres pretas no Brasil

A pesquisa inédita aponta as principais buscas e dificuldades ao comprar maquiagem para peles negras

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Lançada em 2017, a Fenty Beauty, marca de beleza da cantora Rihanna chegava para preencher um gap de mercado e valorizar todos os tons de pele, das mais claras as mais escuras (principalmente) e oferecer finalmente uma opção a tantas pessoas que não podiam encontrar maquiagens para seu tom de pele específico entre tantas marcas disponíveis do mercado.

Agora a pesquisa inédita, disponível no site Think With Google, sob encomenda da marca de cosméticos Avon para a consultoria Grimpa e o Google, busca entender e estudar o consumo de maquiagem por mulheres pretas no Brasil onde 54% da população é negra e 50% das mulheres brasileiras compram maquiagem para peles negras. O foco da pesquisa está em produtos como pó e corretivo, diretamente ligados ao tom de pele.

Segundo o relatório, o crescimento do interesse por diversidade no mercado de beleza é historicamente ligado aos produtos de cabelo e posteriormente se destrincha para maquiagem e demais categorias:

80% das buscas por diversidade estão relacionadas ao cabelo e houve um crescimento de 15% nas buscas por maquiagem e skincare para diferentes tipos de pele.

As buscas por cosméticos para pele preta crescem mais que as demais categorias no Brasil, com um aumento de 60% de Janeiro/Agosto 2019 a 2020.

Na hora de se maquiar, 26% das consumidores pesquisadas tem mais dificuldade de usar base, seguidas por sombra (20%), corretivo (19%), lápis, rimel e máscara com 18%, blush (11%), batom (6%) e por último, delineador, com 1%.

Parte desses dados podem estar ligados à dificuldade de achar produtos de pele – como base e corretivo – para pele negra, principalmente retinta, o que faz com que mulheres pretas procurem por curadoria:

80% pesquisam antes de comprar um produto.

As maiores dificuldades das mulheres pretas para comprar um produto são:

o Preço (37%), não saber como usar os produtos (32%), não saber combinar cores de maquiagem com seu tom de pele (14%), ter que testar muitos produtos para encontrar seu tom de pele (14%), não ter produtos que atendem às necessidades da pele (6%) e não encontrar produto da sua tonalidade no portfólio de marcas (6%).

O resultado quebra um senso comum bastante replicado: hoje em dia, muitas marcas já se atentaram para a importância de um portfólio extenso de tonalidades de pele, visto que essa já não é mais uma das maiores dificuldades das consumidoras negras.

As principais categorias de produtos para pele negra que as consumidoras passaram a buscar mais durante a pandemia foram de:

Delineador para pele negra (+130%), Lápis e Rímel para pele negra (+63%) e Blush para Pele Negra (+18%).

O relatório completo, disponível no link traz uma análise bastante robusta sobre consumo e pesquisa de mulheres pretas por maquiagem, incluindo como marcas podem ser mais inclusivas e auxiliar nesse processo.


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