18.12.2015 / Beleza / por

Perfumes para comprar ou presentear entre novidades e clássicos que dão um banho nos jovenzinhos

Campanha do primeiro perfume da Miu Miu, lançado este ano
Campanha do primeiro perfume da Miu Miu, lançado este ano

Gostar ou não de um perfume é uma questão muito pessoal, certo? No fim das contas sim, sem dúvidas. Mas escolher uma fragrância que realmente te toque, te faça sentir bem ou passe um pouco da sua personalidade com um cheiro que você percebe que é a sua cara não é tão simples assim, ainda mais diante de uma perfumaria com centenas, milhares de opções. Há quem, exausto, diante de tantas possibilidades, sem tempo para ficar cheirando todas, provando na pele, voltando para casa – porque o cheiro vai mudando, o que parecia ótimo numa Sephora da vida depois de algumas horas pode virar um monstro olfativo no meio da sala -, desiste e se contenta com algo simplesmente ok. Ou às vezes nem isso, o que acaba sendo um pouco frustrante: o olfato é um sentido precioso, traz memórias, muda o nosso humor, ajuda a construir uma história (quem é que não lembra de um namorado ou namorada pelo cheiro, ou de uma viagem pelo seu perfume na época, ou o mais interessante, pela fragrância que alguém sempre usava?).

Todo mundo (ou quase) gosta de uma novidade. Em todas as áreas, incluindo a perfumaria, a tendência é a evolução. Novas técnicas são descobertas, a combinação vai ficando mais sofisticada, boas essências sintéticas agregam complexidade, maneiras mais eficazes de extrair as naturais dão um boost e/ou atualizam aquele cheiro de rosas delicioso, mas que lembra o perfume da sua avó. O patchouli, por exemplo, entra neste caso. Muita gente foge da fragrância com medo de sair por aí cheirando a incenso hippie dos anos 70, mas ele já foi modernizado e aparece no fundo de muitos perfumes que cheiram a sofisticação, nada de feirinha de artesanato, casos do sucesso Coco Mademoiselle, da Chanel, e do White Patchouli, de Tom Ford. Prender-se apenas ao novo, porém, restringe e não é necessário: assim como na moda, há perfumes que são atemporais e que, lá atrás, foram elaborados com muito mais cuidado, sofisticação e inteligência do que os jovenzinhos afobados.

Há perfumes datados, assim como produtos que são lançados com muita pompa, campanhas lindas, holofotes, e que, quando são borrifados, voilà: propaganda enganosa. O mundo também tem girado muito rápido no mercado de perfumes, a concorrência está muito mais acirrada do que no passado, a necessidade de agradar o maior número de pessoas e propor novidades num curto espaço de tempo também. Resultado? Muitos lançamentos cheiram a algo genérico, sem um pingo de personalidade, com receitas olfativas preguiçosas, tipo aquela camiseta branca com algodão de qualidade média, caimento mais ou menos, que não vai te favorecer em nada. Ou aquele vestido feito seguindo à risca a modinha do momento, numa colagem de tendências que nem são as mais recentes e uma modelagem que é quase boa, mas não encaixa direito.

Assim como na moda, os perfumes também são classificados como de nicho (tipo o high fashion e até a alta-costura) e os comerciais. A vantagem é que há muitos comerciais realmente bem feitos, que chegam a ser bem melhores do que os exclusivos. Os críticos de perfume tendem a falar maravilhas de muitos perfumes difíceis de serem encontrados, ou de fragrâncias mais antigas. Mas não dá para confiar apenas na análise dos especialistas: acostumados a cheirar muita coisa, o nariz deles é mais habituado a odores que, para as pessoas normais, podem parecer pesados ou até estranhos. Eles, porém, são um bom guia, e conseguem pinçar preciosidades no meio deste mar cheiroso. O segredo é não ter preconceitos e considerar até mesmo os perfumes de celebridades, que podem ser muito bem-sucedidos, como o Eau de Gaga, de Lady Gaga (não o Fame por favor, a não ser que já tenha provado e amado, obviamente), já comparado a um bom Jo Malone, e o Heat, de Beyoncé.

Quer experimentar novos ares? Então clique na galeria de fotos e veja a seleção do FFW de perfumes para se presentear e dar de presente neste fim de 2015. A escolha foi feita considerando análises de experts do mercado como os ótimos Bois de Jasmin e o brasileiro 1 Nariz e a mais recente premiação do The Fragrance Fondation, numa edição que privilegiou as fragrâncias que não são tão polêmicas em termos de cheiro mas que têm muita personalidade e cuidado nessa complicada receita, num mix de clássicos, não tão recentes e novíssimos lançamentos. Nossa própria avaliação também foi levada em conta, claro. Afinal, a gente tem que acreditar nas nossas indicações!

 

 

 


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