24.01.2017 / Cinema / por

Com viés feminista, Loved será o novo filme dirigido por Madonna

Madonna estrela editorial na edição de fevereiro 17 da Harper's Bazaar americana, que comemora os 150 anos do título ©Reprodução
Madonna estrela editorial na edição de fevereiro 17 da Harper's Bazaar americana, que comemora os 150 anos do título ©Reprodução

Madonna quer se aventurar pelo cinema em mais um projeto. Ela afirmou, em entrevista à Harper’s Bazaar americana – da qual é capa da edição de fevereiro 17, comemorativa aos 150 anos do título –, que está começando a trabalhar em seu novo filme, Loved.

A cantora, que em 2011 lançou o filme W.E. – O Romance do Século, irá dirigir e está co-escrevendo o longa que é uma adaptação do romance de Andrew Sean Greer, The Impossible Lives of Greta Wells, lançado em 2013.

O livro fala da conturbada vida de Greta Wells, uma fotógrafa que, em 1985, sofreu duas perdas imensuráveis: seu irmão gêmeo, Felix, homossexual que viveu enclausurado por um relacionamento de fachada, morreu de AIDS; seu amante, Nathan, a deixou por outra mulher.

Ao entrar numa profunda depressão, ela procura ajuda e encontra o Dr. Cerletti, que a introduz numa terapia eletroconvulsiva – a partir daí, Greta entra numa viagem no tempo, especificamente em três períodos do século 20 (1918, 1941, e então volta para 1985), nos quais as pessoas e os lugares são os mesmos, o que muda são as circunstâncias.

Editorial da Harper's Bazaar, fevereiro 17 ©Reprodução
Editorial da Harper’s Bazaar americana, fevereiro 17 ©Reprodução

Embora tenha anunciado em 2014 que adaptaria para o cinema o romance Ade – A Love Story, de Rebecca Walker (filha de Alice Walker, autora de A Cor Púrpura), que tateia temas como sexo, racismo e religião, Madonna parece ter deixado de lado esse projeto para tocar Loved. Já começou a montar equipe, pesquisar as possíveis locações, figurinos e afins.

Um dos motivos de ter se inspirado em The Impossible Lives of Greta Wells foi a vontade de defender algumas bandeiras que ela sempre levantou ao longo da carreira. “O livro toca em vários tópicos muito importantes que eu sempre investi ou defendi – lutar pelos direitos das mulheres, pelos direitos dos gays, direitos civis, sempre lutando pelas minorias”, explica.

Aliás, esse é um ponto importante na entrevista à Bazaar. Ela cita alguns argumentos tendenciosos que sempre ouve simplesmente por ser mulher. “Alguém pergunta para o Steven Spielberg o porquê ele ainda está fazendo filmes? Ele já não tem sucesso o suficiente? Ele já não fez muito dinheiro? Ele construiu o seu nome já, não é?”, desabafa.

Mês passado, a cantora recebeu o prêmio de Mulher do Ano, no Billboard Woman in Music, onde fez um discurso poderoso sobre o sexismo, a misoginia, o bullying e o constante abuso que vivenciou ao longo da carreira.

Madonna vestiu Gucci no Billboard Woman in Music, no qual recebeu o prêmio de Mulher do Ano ©Reprodução
A cantora vestiu Gucci no Billboard Woman in Music 16, no qual recebeu o prêmio de Mulher do Ano ©Reprodução

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