18.02.2019 / Comportamento / por

Criolo lança Etérea, projeto em homenagem à população LGBTQIA+

Mosaico com xs performers do clipe Etérea, de Criolo / Cortesia
Mosaico com xs performers do clipe Etérea, de Criolo / Cortesia

Depois de Boca de Lobo, música que dá nome à sua atual turnê, Criolo retoma com mais uma música de posicionamento político. Etérea é uma homenagem à população LGBTQIA+ brasileira e vem acompanhada de um clipe e um video de making of, ambos com a participação de oito performers de coletivos diversos. O casting, vale falar, é muito bom.

A faixa também se destaca por ser dançante e a primeira incursão de Criolo na música eletrônica.

Desenvolvida em torno da representatividade, Etérea é música, clipe, documentário e site. Os performers deram sua interpretação pessoal à música, trazendo a essência de seus grupos e elementos da cultura queer. São eles: Ákira Avalanx (Coletivo House of Avalanx), D’Avilla (Popporn e Festa Dando), Fefa (Animalia), Flip (Coletivo Amem, que tem o impagável slogan: unidos pelo fervo, fervidos pelo amor), Juju ZL e Kiara (Batekoo), Transälien (Marsha Trans e Coletividade Namíbia) e Zaila (House of Zion).

“Esta população, apesar de estar no topo de todos os rankings de violência e morte do planeta, continua a celebrar sua existência e cultura através de grupos de resistência e coletivos contra a opressão”, diz Criolo. O Brasil é o país que mais assassina gays, lésbicas, bissexuais e transexuais no mundo. Foram 420 mortes em um ano, uma a cada 20 horas, segundo dados do Grupo Gay da Bahia.

No Instagram, ele tem divulgado esse trabalho acompanhado de mensagens contra a homofobia.

O clipe é dirigido pelo fotógrafo Gil Inoue e pelo diretor Gabriel Dietrich. Vale também ver o making of abaixo com os depoimentos dos artistas que, assim como o próprio Criolo, dão uma aula de cidadania, coragem e compaixão.

Letra Etérea 

Uma bala quase hétero

Etérea, massa, complexo

De não se entender

Um canalha quase hétero

Ignorar o amor por complexo

Medo de nele se ver

É necessário quebrar os padrões

É necessário abrir discussões

Alento pra alma, amar sem portões

Amores aceitos sem imposições

Singulares, plural

Se te dói em ouvir

Em mim dói no carnal

Mas se tem um jeito esse meu jeito de amar

Quem lhe dá o direito de vir me calar?

Eu sou todo amor

Medo e dor se erradicar

Feito o sol que ilumina a umidade suspensa do ar

Homo, homo, homo

Homo, homo, homo

Homo sapiens, errou

Créditos

Direção: Gil Inoue e Gabriel Dietrich

Direção criativa: Tino Monetti e Pedro Inouse

Co-produção: Dietrich.TV e oloko Records

Casting: D’Avilla e Tino Monetti

Styling: Nilo Caprioli

Beleza: Felipe Ramirez


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