28.11.2019 / Comportamento / por

Empresa tradicional no Reino Unido passa a vender uniformes escolares sem divisão de gênero

Foto: Reprodução
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Uma das mais antigas empresas de uniformes escolares do Reino Unido não irá mais vendê-los como sendo femininos ou masculinos: as roupas serão, a partir de agora, promovidas como sem gênero, removendo inclusive as cores nas embalagens, caso elas signifiquem uma divisão de gênero.

A Stevensons vende uniformes desde 1925 e atende mais de 500 escolas, entre públicas e particulares, incluindo aí escolas de elite como a Eton (onde estudam muitos membros da realeza) e instituições como a Royal Ballet, a escola militar Duke de York e o coral da Catedral Westminster. Ou seja, um sopro de ar fresco dos novos tempos na tradição.

Ao The Guardian, um porta voz da empresa disse que estava respondendo às preocupações de algumas escolas. “Sinto simpatia pela mudança em direção a um uniforme escolar neutro em termos de gênero e estamos removendo todas as referências, diretas e indiretas, a meninos e meninas nas linhas que vendemos”, disse ao jornal o atual diretor e neto do fundador, Mark Stevenson. 

Porém, ele ainda ressalva que “estamos vendendo apenas uniformes ditados pelas próprias escolas e, às vezes, acontece que a orientação deles ainda é específica para o gênero. Quando as escolas nos telefonam para discutir a questão, minha primeira pergunta é se suas próprias regras uniformes são neutras em termos de gênero”. 

Outras empresas que vendem uniformes e atendem às escolas, como as lojas John Lewis e M&S, ainda promovem seus produtos especificamente para meninos e meninas.

A atitude da Stevensons acompanha um projeto de lei em andamento no Reino Unido.  Segundo os planos apresentados no manifesto dos Democratas Liberais, as escolas receberiam ordens para permitir que as crianças usassem uniformes de gênero neutro. Layla Moran, porta-voz de educação do partido, apresentou um projeto de lei sobre o assunto no último parlamento e disse que as regras existentes estavam “totalmente desatualizadas” e que é importante construir uma cultura de aceitação nas escolas.


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