24.04.2018 / Comportamento / por

#TLKS: Veja os destaques do primeiro talk do FFW em parceria com a adidas Originals no SPFW N45

Clique de Camila Coutinho ao lado de Janara Lopes, Nicole Balestro, Thais Mendes e Camila Yahn
Clique de Camila Coutinho ao lado de Janara Lopes, Nicole Balestro, Thais Mendes e Camila Yahn

Por Guilherme Meneghetti

Entre um desfile e outro desta edição do SPFW, aconteceu nesta terça-feira o primeiro talk do FFW em parceria com a adidas originals. A marca acaba de lançar o ARKYN, novo modelo de tênis pensado para mulheres e, a fim de celebrá-lo numa conversa cujo foco é a troca de experiências, foram reunidas algumas mulheres que trabalham com criatividade e originalidade em seu dia a dia.

Hoje, todos que estavam circulando pelos corredores do Pavilhão das Culturas Brasileiras – além dos internautas que acompanharam a transmissão ao vivo pelo Instagram da @adidasbrasil –  puderam assistir a conversa entre a influencer Camila Coutinho, Nicole Balestro, cofundadora da Ceia Ent, Janara Lopes, criadora da plataforma Idea Fixa, e Thais Mendes, nome por trás da agência de street casting Squad Brazil. Em pauta, temas como criatividade, liberdade de expressão, moda e empreendedorismo foram norteados na conversa guiada por Camila Yahn, editora chefe do FFW.

Veja os destaques:

Empreendedorismo

Atualmente, muito se fala em empreendedorismo, algo que não é fácil, especialmente no nosso país. Essas mulheres são prova disso, mas não só. Com seu trabalho, elas comprovaram que novas ideias, coragem e persistência pode ser uma equação poderosa. “Não tem muito como fugir. Sempre alguém tem que ser o primeiro. As pessoas querem deixar sua marca”, adianta Camila Coutinho.

Segundo Janara Lopes, a Geração Z é muito fluida em todos os sentidos, uma vez que “ninguém quer se colocar dentro de uma caixinha, todo mundo é o que se identificar”. Talvez por isso a ideia de ter um trabalho “tradicional” numa grande empresa pode não ser mais um objetivo para eles, e sim trabalhar com o que gosta, muitas vezes empreendendo. “A ideia do mercado corporativo das 09h às 18h não é o nosso negócio”, reforça Nicole Balestro. “Segurança pra mim não é ter um trabalho convencional, mas ter ideias”, rebate Thais Mendes.

Ação

Mas não basta ficar no plano das ideias. “É preciso pensar em como começar, como sair do lugar”, indica Camila Coutinho. Unir forças também. “O criativo sozinho fica muito perdido. A dica é se conectar com pessoas de diferentes áreas que pensem como você. Em geral, encontrar pessoas que te aconselham de forma prática”, compartilha Janara. “Reeducar-se constantemente também é uma boa. Temos muitas informações diariamente. No entanto, ter filtro é importante, porque senão você fica perdido e não sai do lugar”, aponta Thais.

Além disso, é sempre bom pensar na questão monetária para todos. “Certa vez assisti a um DVD do Jay-z do qual nunca me esqueço, em que ele fala que depois que começou a pagar pelas coisas, tudo começou a fluir. Todo mundo tem contas a pagar. Minha dica é acabar com essa coisa de pedir ‘favor’ e pagar pelo trabalho de todos, mesmo que seja um valor simbólico”, arremata Nicole.

Criatividade

“Segundo Paulo Borges, a criatividade é sempre a bússola para o novo tempo”, puxa Camila Yahn. “É uma ferramenta que o brasileiro tem de sobra, especialmente em época de crise, porque quando não se tem grana, você se ‘vira’. A primeira revista da Idea Fixa foi lançada online porque eu não tinha grana para imprimir, e assim teve boa repercussão justamente por possibilitar o acesso a todos”, divide Janara. Outro fator importante a ser considerado é identificar a ausência de algo. “A gente faz a partir de uma necessidade”, conta Thais. “A Squad começou a partir disso, porque eu queria achar modelos fora de determinados padrões, mais interessantes e criativos. Jovens que, em geral, usam a moda como identidade”.

Moda

Identidade, aliás, fala muito sobre a moda de hoje. “Procurar sua personalidade faz com que as pessoas se vistam conforme sua vivência. As pessoas já não olham mais pra moda como um guia de tendências”, acredita Thais. Não à toa, conta Nicole, só olhar para a alta moda, que cada vez mais busca inspiração nas ruas. Camila Coutinho complementa: “A moda não é uma via de mão única, ela vem de todos os lugares. No Brasil, é um mercado muito difícil, mas felizmente estamos num bom momento para pequenas marcas, que não pensam somente na criação do produto, pensam em sair do lugar, começar de algum jeito, expandir”.


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