Álbum da Solange, A Seat at the Table inspira grupo de estudos feministas em universidade americana

Capa do álbum da Solange, inspirado na Monalisa de Leonardo da Vinci ©Reprodução
Capa do álbum da Solange, inspirado na Monalisa de Leonardo da Vinci ©Reprodução

2016 foi “o” ano para as irmãs Knowles. Beyoncé e Solange lançaram dois álbuns super-relevantes tratando de questões como racismo, autoafirmação e igualdade de gênero. Acima da questão da indústria mainstream, esses álbuns são repletos de significados que rendem boas discussões e, principalmente, proporcionam a conscientização e representatividade da mulher negra vinda de duas figuras globais num mundo exaltado pelo perfil europeu.

A Seat at the Table, o aclamado álbum da Solange lançado em setembro do ano passado, é um trabalho forte. A cantora lançou dois clipes impecáveis: Don’t Touch My Hair, que fala sobre o fetichismo do penteado afro – “não toque em meu cabelo, não toque em minha alma”, ela canta –, e Cranes in the Sky, eleito pelo FFW como o segundo clipe mais fashionista de 2016. Ambos foram dirigidos por ela e pelo seu marido, Alan Ferguson.

Ao longo do álbum, há interlúdios de pessoas como Tina Knowles, sua mãe, discursando sobre o orgulho de se afirmar enquanto mulher negra. “Eu acho que, parte disso, é aceitar que há uma beleza tremenda em ser negro”, expressa Tina. Em F.U.B.U, outra música do álbum, Solange canta “a todos os meus parceiros negros, no mundo inteiro, fiz essa canção para que fosse a vez de todos vocês. Pra nós, essa merda é pra nós”.

A mensagem de Solange foi tão forte que incitou o programa de estudos A Seat at the Table Syllabus: The Truths of Young Women of Color, criado por um grupo de oito estudantes da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, EUA – o mesmo grupo que estudou anteriormente o Lemonade; a Universidade de Rutgers, no mesmo país, também fez um curso sobre o álbum da Beyoncé.

No Twitter, as estudantes solicitaram às jovens mulheres negras para que lhe enviassem materiais nos quais compartilhassem suas experiências. “No começo deste ano, como assistimos à posse de um novo presidente, convidamos jovens mulheres negras, que tenham de 16 a 30 anos, para se sentar à mesa ajudando-nos a coletar textos, músicas e artes visuais que falam sobre nossas experiências”, escreveram no site com a ementa do curso.

Os materiais recebidos serão estudados pautando-se nos temas como racismo, gênero, sexualidade, relacionamentos e cuidados pessoais.

Para mais informações, acesse o site: seatsyllabus.com


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