Festival Pajubá Potencializa Pessoas LGBTQIA+, Negras e Indígenas

Festival Pajubá | Divulgação
Festival Pajubá | Divulgação

O Festival Pajubá, evento online, começa nessa quarta feira (07/04) e busca potencializar vozes de pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+ com uma programação voltada para a comunidade. A programação, que seguirá até o próximo domingo (11.04), no canal do YouTube e Facebook da Cia. Ir e Vir, está dividida em três ações distintas: Mostra Artística, Encontros Virtuais de Ideias e Atividades Formativas.

Artistas da cena local e de outras localidades do Estado de São Paulo apresentam performances, shows musicais, produções audiovisuais e obras literárias. A programação também conta com bate-papos que irão propor reflexões sobre temas pertinentes na sociedade brasileira em tempos de pandemia e avanço do conservadorismo, buscando contribuir para o combate a práticas discriminatórias.

A abertura do Pajubá Festival, nesta quarta (7.04), às 17h30, será marcada por um show virtual com intervenções de drag queens de diferentes gerações da cidade: Brendda Shinne, Gaia do Brasil, Heticera Queen, Jessie Jhay, Joanna Blac, Margoth killer, Muriel, Nally Picumã, Paola Guchardo e Wilma, e participação especial do power trio Psicorange, de São José do Rio Preto.

O primeiro dia do Pajubá Festival ainda será marcado pelo show virtual do duo Ctrl+N, de São Paulo, formado pelos artistas Haroldo França e Nigel Anderson, donos de canções como “Eu Prefiro” e “Afeminada”, cujos clipes são sucesso no Youtube.

Confira a programação completa abaixo:

 

7 de abril, quarta-feira

15h – WORKSHOP: “Danças Urbanas – Vogue”, com Alex Oliveira (São José do Rio Preto/SP)

O vogue é um estilo de dança criado em Nova York, nos anos 1980, pela comunidade negra, latina e LGBTQIA+, inspirado nas poses das modelos nas passarelas e capas de revistas de moda. O dançarino Alex Oliveira ensinará os passos básicos dessa dança, popularizada pela rainha do pop Madonna.

 

Inscrições: https://forms.gle/xCYmL7ZCJDHWNKue8

17h30 – ABERTURA: “Aquenda o Pajubá”, com Brendda Shinne, Gaia do Brasil, Heticera Queen, Jessie Jhay, Joanna Blac, Margoth killer, Muriel, Nally Picumã, Paola Guchardo e Wilma. Participação especial: Psicorange  (São José do Rio Preto/SP)

Show virtual de abertura do Pajubá Festival com performances de drag queens de diferentes gerações de São José do Rio Preto e participação especial do Psicorange, power trio formado pelos músicos e performers Sávio D’Agostino, Andressa Maria e Murilo Gussi, que recorre à música, às artes visuais e ao spokenword para promover a diversidade e resistir aos preconceitos e intolerâncias da sociedade. Entre as principais referências musicais estão o rock glam, o hard rock e o pop.

19h – ENCONTRO VIRTUAL DE IDEIAS: “Saúde mental: sexualidade e suicídio. Vamos conversar sobre TT (Transsexuais e Travestis)?”

Abrindo a série de conversas virtuais, o Pajubá Festival recebe nesse encontro Telma Abrahão, psicóloga clínica e social; Rachel Schneider, profissional da área da beleza e estética, performer e militante do movimento trans, e Cairo Francisco, músico e diretor do Núcleo LGBTQIA+ da UJS (União da Juventude Socialista) de Rio Preto. Entre as referências para o encontro, está o livro “O corpo da roupa”, da psicanalista trans Letícia Lanz.

Mediação: Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen.

21h – MOSTRA POP: Show “CTRL+N contra o Macho Astral”, com CTRL+N (São Paulo/SP)

O duo Ctrl+N, formado por Haroldo França e Nigel Anderson, apresenta versões novas do seu repertório. Sucessos como “Eu Prefiro” e “Afeminada” tem espaço garantido na apresentação, além de outras músicas dos EPs “Grita” (2018) e “Vrá” (2020). A visualidade, ponto sempre marcante no trabalho da dupla, é explorada no show, que tem visuais, coreografias e uma estética pensada para esse novo momento.

22h – PERFORMANCES ARTIVISTAS: Matrística Relicário, com Cia. do Santo Forte (São José do Rio Preto/SP)

Obra audiovisual que revisita a série de performances desenvolvidas pela Cia. do Santo Forte – fundada por Tauane e Daniel Santo Forte – entre 2017 e 2019. A pesquisa uniu artistas profissionais e amadores interessados em pesquisar e honrar as ancestralidades femininas inspirados em orixás e entidades da Umbanda.

8 de abril, quinta-feira

15h – WORKSHOP: “Criação de DIY Mochilas Jeans”, com André Basta (São José do Rio Preto/SP)

O empreendedor criativo André Basta ensina uma técnica nova para quem busca uma alternativa para aumentar os ganhos. Quem participar aprenderá a confeccionar uma mochila a partir de uma calça jeans usada.

Inscrições: https://forms.gle/TYViLuKUKs8yZHtB6

17h30 – DRAMA QUEER: Bate-papo com autor de “Boneca Russa”, Marcelo Rosalem Oriani (São Paulo/SP)

O crítico teatral Rodolfo Kfouri faz uma entrevista sobre o processo de escrita da peça teatral “Boneca Russa”, com o autor, Marcelo Oriani. A peça foi feita para uma atriz trans e um ator trans. O texto estará disponível para leitura no Facebook da Cia. Ir e Vir (@cia.irevir) no dia do bate-papo.

19h – ENCONTRO VIRTUAL DE IDEIAS: “Lésbicas negras (re) existindo no movimento LGBTQIA+”

Para debater o tema em questão, o Pajubá Festival recebe Lila Santiago, atriz, arte-educadora, idealizadora do projeto Afrontosamente; Ana Paula Bonafe, musicista e psicóloga, e Jész Ipolito, graduanda em gênero e diversidade pela UFBA, idealizadora do blog Gorda e Sapatão. Algumas referências para essa conversa são o livro “Tornar-se negro”, de Neusa Santos Souza, e a obra da filósofa, escritora e ativista antirracismo Sueli Carneiro.

Mediação: Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen.

21h – MOSTRA POP: Espetáculo “Experiência XSINDZIVXS”, com GAL – Grupo de Apoio à Loucura (São José Rio Preto/SP)

XSINDZIVXS: vem de INDIZÍVEL, As Indizíveis.1 O que não pode ser dito. 2 Que ou quem foi anulado/excluído por não condizer com a normalidade. 3 Não pronunciável, não apresentável, impróprio, inapropriado, censurado. 4 Aquele que diz o que não pode ser dito. Faz o que não pode ser feito. É aquilo que dizem para não ser.

Cinco personagens são deixadas em um hospital psiquiátrico e por meio de seus depoimentos relatam suas vidas, a partir dos conceitos de loucura impostos pela sociedade.

22h – PERFORMANCES ARTIVISTAS: Desabafo, com Jailson Rodriguez (São José do Rio Preto/SP)

Uma performance de dança contemporânea e arte visual. Voz, corpo, dança, vídeo, arte de um artista gay e preto. Um monólogo dançante em forma de protesto.

23h – WEBSÉRIE: Tião do Distrito – Episódio 1: Realce, quanto mais purpurina melhor! (São José do Rio Preto/SP)

Websérie de quatro episódios que reúne histórias, lugares e pessoas que fazem parte da história da comunidade LGBTQIA+ de São José do Rio Preto. O primeiro capítulo é dedicado a arte da drag queen, com personagens que brilharam nos clubes e festas gays rio-pretenses nos anos 1990 e 2000. Participação de Nally Picumã, Ladjayah Carey e Marcele Jardini.

9 de abril, sexta-feira

17h30 – DRAMA QUEER: Bate-papo com autor de “Diário Negro”, Apollo Faria (São Paulo/SP)

O crítico teatral Rodolfo Kfouri entrevista o autor da peça teatral “Diário Negro”, Apollo Faria, que conta sobre o seu processo de escrita. A obra tem como protagonista um homem que trabalha como drag queen em uma boate decadente. No dia da atividade, o público poderá ler o texto da peça no Facebook da Cia. Ir e Vir (@cia.irevir).

19h – ENCONTRO VIRTUAL DE IDEIAS: “LGBTQIA+ cidadania: Pecado, doença, religião, família e direitos”

Nesse encontro virtual, o Pajubá Festival recebe Marcus Alexandre Mendes Andrade, bacharel licenciado em Filosofia pela PUC-Minas e bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma; Éverton Romão, pastor sênior da Igreja Connect, teólogo e palestrante sobre questões LGBTQIA+ e Religião; Fabiana Pezzotti, atriz e produtora artística, e Talita Carvalho, psicóloga e especialista em direto homoafetivo e gênero. Referência: livro “O Enigma da Esfinge – a Sexualidade”, de Antônio Moser.

Mediação: Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen.

21h – MOSTRA POP: Show-manifesto “Queernejo”, com Reddy Allor (São José do Rio Preto/SP)

A cantora e drag queen Reddy Allor apresenta o movimento queernejo como uma ressignificação da música sertaneja, que atualmente divide com o funk as primeiras posições nas paradas musicais das plataformas de streaming. Trata-se de um “show-manifesto” que apresenta personas e músicas que o queernejo dá voz.

22h – PERFORMANCES ARTIVISTAS: Mostra “Re-montar”, de Gabriel Lima (São José do Rio Preto/SP)

“Re-montar” é uma exposição fotográfica online de Gabriel Lima, que apresenta o universo criativo das drag queens do interior paulista. Em um registro audiovisual, o fotógrafo apresentará o conceito da mostra online.

23h – WEBSÉRIE: Tião do Distrito – Episódio 2: Shantay Stay (São José do Rio Preto/SP)

Websérie de quatro capítulos que reúne histórias, lugares e pessoas que fazem parte da história da comunidade LGBTQIA+ de São José do Rio Preto. O segundo capítulo também é dedicado a arte da drag queen, além de reflexões sobre o movimento trans, com personagens que brilharam nos clubes e festas gays rio-pretenses nos anos 1990 e 2000. Participação de Abigail Rosseline, Nally Picumã, Ladjayah Carey e Marcele Jardini.

10 de abril, sábado

15h – REUNIÃO ABERTA: Conselho Municipal dos Direitos de Diversidade Sexual e de Gênero de São José do Rio Preto

Representantes da sociedade civil e do poder público de São José do Rio Preto são convidados para um debate sobre a criação do Conselho Municipal dos Direitos de Diversidade Sexual e de Gênero, cujo projeto foi rejeitado recentemente pela Câmara Municipal.

A atividade será transmitida pelos canais do YouTube e Facebook da Cia. Ir e Vir e Cia. Apocalíptica.

17h30 – DRAMA QUEER: Bate-papo com autor de “Separades”, Caju (Santos/SP)

O crítico teatral Rodolfo Kfouri entrevista o autor do conjunto de artbooks “Separades”, Caju, a persona artística de Carlos Junior, com ilustrações a partir da reflexão do artista sobre o corpo LGBTQI+ engajado cotidianamente, sujeito ao julgamento e a catalogação sexual. A obra estará disponível no Facebook da Cia. Ir e Vir (@cia.irevir) no dia do bate-papo.

19h – ENCONTRO VIRTUAL DE IDEIAS: “Pessoas em situação de rua LGBTQIA+” e exibição do documentário “As cores das ruas”, de Felippe Francisco

Nesse bate-papo, o Pajubá Festival recebe Pedro Henrique Quintino Pereira, co-fundador do projeto “RP Invisível”, voltado a pessoas em situação de rua; Mariana Munhoz, cantora, atriz e colaboradora da Casa Florescer, centro de acolhida para mulheres travestis e transexuais, e Alberto Silva, diretor da Casa Florescer. Mediação: Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen.

A atividade também terá exibição do curta documentário “As Cores das Ruas”, de Felippe Francisco, que mostra quem são, como vivem, pensam, se relacionam entre si e a sociedade, moradores de rua LGBT da cidade de São Paulo. Também participam formadores de opinião sobre o tema, como gestores públicos, ONGs, acadêmicos e políticos, assim ressaltando como essa população é duplamente marginalizada pela sociedade.

21h – MOSTRA POP: Show “Ritual de Magia Negra”, com Magia Negra (São José do Rio Preto/SP)

O termo “magia negra” sempre esteve associado ao manejo de forças sobrenaturais para atingir um objetivo, por meio de rituais, símbolos, feitiços, poções, cerimônias. A cultura negra, assim como sua espiritualidade, foi demonizada e até hoje carrega um estereótipo implantado pela cultura eurocêntrica, que transforma tudo o que é relacionado ao povo negro em negativo, obscuro e abjeto, como a umbanda e o candomblé. O duo musical formado por Diego Neves e Lucca Lourenço se apropria do termo para enaltecer a cultura negra e o povo afro-brasileiro, retratando nas letras suas vivências como bichas pretas numa sociedade racista e homofóbica, e valorizando o jazz, o soul, o R&B, o funk, o rapa música gospel norte americana e principalmente a música brasileira. O repertório da dupla é autoral e contém músicas feitas antes e durante a pandemia. Explorando os elementos naturais terra, fogo, água e ar, o show contém outras expressões artísticas além da música, como a dança, a poesia e a performance.

22h – PERFORMANCES ARTIVISTAS: Tirando leite de touros negros, com Nadson Francisco (São José do Rio Preto/SP)

Por meio da dramatização de dois poemas de Thomas Grimes retirados da antologia “Milking Black Bull: 11 Gay Black Poets” (Tirando leite de touros negros: 11 poetas negros-gay), o artísta evidencia as raízes íntimas daqueles que carregam o fardo de serem lançados ao exílio, em decorrência de um corpo que transcende duas identidades socialmente intoleráveis: ser negro e gay. A pele que habitamos é hostilizada pelo racismo e pela homofobia, perante o autoritarismo que rege os estereótipos heteronormativos e étnicos, e exima a possibilidade do homem negro-gay de encontrar um lugar ao qual possa pertencer.

23h – WEBSÉRIE: Tião do Distrito – Episódio 3: Meu corpo, minha fala!

Websérie de quatro capítulos que reúne histórias, lugares e pessoas que fazem parte da história da comunidade LGBTQIA+ de São José do Rio Preto. O terceiro capítulo é dedicado ao movimento político e social. Participação de Abigail Rosseline, Fábio Takahashi e Julio Caetano.

11 de abril, domingo

17h30 – DRAMA QUEER: Bate-papo com autora de “Jantar pra seis”, Isabela Egea Lisboa Lacerda (São José do Rio Preto/SP)

O crítico teatral Rodolfo Kfouri entrevista a autora do roteiro para curta-metragem sapatão independente “Jantar para seis”, Isabela Lisboa. O texto estará disponível para leitura no Facebook da Cia. Ir e Vir (@cia.irevir) no dia da atividade.

19h – ENCONTRO VIRTUAL DE IDEIAS: “Intersexo, bissexuais e assexuais: a luta pela existência”

Um bate-papo com a psicopedagoga Thaís Emília Campos dos Santos, presidente da ABRAI (Associação Brasileira Intersexo); Bruna Giorjiani de Arruda, socióloga e militante feminista, e Yuki, criadore do canal Saia da Bolha (sobre comportamento, ativismo LGBTQIA+ e saúde mental). Referência: Livro Jacob(y), “entre os sexos” e cardiopatias, o que o fez Anjo?, de Thais Emilia de Campos dos Santos.

Mediação: Alexandre Felipe, psicólogo e membro do Núcleo da Diversidade Sexual e do Núcleo das Relações Étnico-Raciais do Conselho Regional de Psicologia (subsede de São José do Rio Preto), e Gaia do Brasil, artista plástica, maquiadora, professora de dança contemporânea e drag queen.

21h – MOSTRA POP: Show “Samba de Ilê”, com Jaqueline Cardoso (São José do Rio Preto/SP)

Registro audiovisual de show da cantora Jaqueline Cardoso, que, acompanhada por cinco músicos, apresenta sambas de roda que marcam o cancioneiro popular brasileiro.

22h – PERFORMANCES ARTIVISTAS: Na cama sem Madonna, com Murilo Gussi (São José do Rio Preto/SP)

O ator Murilo Gussi abre as portas de seu quarto e, em sua cama, relata com humor acontecimentos relacionados à sua homossexualidade, passando por episódios de preconceito e autoaceitação, além de compartilhar, através de números musicais, suas experiências como drag queen e a influência de Madonna ao longo de sua trajetória.

23h – WEBSÉRIE: Tião do Distrito – Episódio 4: Dancing Days

Websérie de quatro capítulos que reúne histórias, lugares e pessoas que fazem parte da história da comunidade LGBTQIA+ de São José do Rio Preto. O último capítulo é dedicado aos clubes e festas que marcaram a cidade nos anos 1980, 1990 e 2000. Participação de Abigail Rosseline, Rodrigo Mabel e Fernando Aguilar.


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