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    Direto de Milão: a reviravolta de Donatella Versace
    Direto de Milão: a reviravolta de Donatella Versace
    POR Redação

    Por Juliana Lopes, de Milão

    Herança de Gianni no desfile da Versace ©Juliana Lopes

    Uma nova Donatella Versace. É disso que se fala em Milão. E entender, ao menos de longe, o que se passa com a diretora criativa é um dos meios de entender a coleção que foi desfilada ontem (24.02) na cidade. Faz parte, inclusive, da história presente da moda. Que não vive só de tecidos em vestidos, mas, sem exagero, de vida e morte. Olha o porquê: a coleção foi inspirada na derradeira coleção que o irmão de Donatella e fundador da marca, Gianni Versace, lançou pouco antes de ser assassinado, em 1997.

    Recriar aquele mesmo mood dark, que foi o último deixado pelo irmão, parece ter sido não uma decisão meramente terapêutica de Donatella, mas uma decisão profissional bastante corajosa. Mexe com o grande “fantasma” de seu passado, mas também mexe com uma veia da Versace que pode dar certo, ou não. Porque estamos falando de moda. E moda é criação e comércio. Sem esses dois pontos, não sobrevive.

    Clima gótico com make pesado, botas de rede e cruzes bizantinas, na Versace ©Reprodução

    Tudo isso falado até agora é apenas para contar o backstage da história. Porque o que vale daqui pra frente é a passarela, não? E em um ponto, parece que todos podemos concordar: quem foi para o desfile esperando Versace, ficou satisfeito porque a coleção é além-da-Versace das últimas temporadas. Aquele clima Barbie-girl-70s ultra colorido deu lugar a um outro, mais moderno. Ainda sexy, mas trendy. “Difícil conseguir ser sexy e trendy ao mesmo tempo!”, comentou uma das meninas do staff da Versace. A bota de redes – confeccionada para a passarela, mas espera-se que seja lançada no mercado, principalmente após pipocar em blogs e sites como um dos itens queridinhos – que funciona como um corset para as pernas (sedução pura), pode vestir vários tipos de garota. A maquiagem quase “Blade Runner” acrescenta um ar espacial ao sexy-gótico. Cruzes bizantinas, estampadas ou bordadas, muito preto e branco. E rompantes de cor ácida, porque se trata de Versace. Na série final, luzes direcionadas em meio à escuridão, os vestidos estilo mesh-metal, uma outra ode a Gianni. 

    Looks criados por Donatella Versace ©Reprodução

    FFW apurou: a coragem de deixar de lado aquele estilo apenas sexy para virar algo mais pesado, dark (ainda que sensual), vem de um fato real, que é o quão bom foi para a Versace o ano de 2011. O lançamento da coleção para a H&M, com todas as pompas e marketing divertido deu grande ânimo à diretora criativa. A decisão de retornar à alta costura também foi outro elemento que deu um gás na empresa. Com aspectos positivos em volta, a coragem de arriscar – e até mexer no dolorido passado – transbordou. Sem esquecer do clima geral na Itália, de uma pesada crise econômica que faz com que a sociedade esteja, no geral, bem mal humorada. Para a moda continuar acontecendo, com seus revertérios e brilhos, é preciso de vez em quando ser um pouco Donatella.

    Série final da Versace, relembrando modelos ícones de Gianni, feitos em “metal mesh” ©Juliana Lopes

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