22.10.2018 / Moda / por

Estreia no SPFW: 5 perguntas para Luis Fiod, diretor criativo da Torinno

Marlon Teixeira para Torinno / Rafael Pavarotti
Marlon Teixeira para Torinno / Rafael Pavarotti

A Torinno, de Luis Fiod, é uma das marcas estreantes desta edição. O top Marlon Teixeira, um dos rostos da grife, estará na passarela. Acompanhe o desfile ao vivo a partir das 17h30. 

O que a Torinno traz de novo ao mercado? 

O mais importante é que é um produto que carrega estilo, feito com materiais legais. A gente fala streetwear de luxo, mas não significa que é inacessível, e sim tem a ver com estilo, refinamento, qualidade. Eu aposto em uma cartela de cor com muito mais ousadia, em estampas que é difícil alguém apostar no sentido de escala, então é um produto que vem mais embalado. Mas não confunda com modinha, são peças de memória. Não são roupas que você vê o tempo todo, por exemplo, você não vai encontrar fácil uma peça em couro laranja, e que ainda tem uma preocupação com shape, com acabamento… É aí onde a Torinno entra.

No que você trabalhou para a coleção que será desfilada hoje?

Essa coleção tem três blocos do que pode ser entendido por inspiração: floresta, campo militar e demolição. A ideia partiu de uma foto que continha esses três elementos. Então tenho um contraponto de cores sóbrias e acesas, um azul marinho e um azul pique, o preto e o laranja, verde militar e verde abacate, é uma coleção de opostos. A floresta aparece nos shapes, em ítens de cobertura, um esporte pensado em floresta.

Temos duas estampas, uma que é um novo camuflado, que é um piso partido de madeira toda destruída e está aplicada nos nylons e tecidos inteligentes. A outra estampa é um piso de marchetaria colorido de uma maneira muito inusitado, um étnico futurista, e será usada nas peças de seda. Eu adoro ficar na mesa de corte cortando os encaixes das peças para formar as estampas.

O que desfilar no SPFW pode agregar para o seu negócio?

Olha, a Torinno nasceu redonda e tem sido bem recebida pelo mercado. Mas é uma conquista que vem acontecendo no boca a boca, no um a um, e que é muito bacana.   Mas o SPFW é uma vitrine que amplia e dá mais perspectiva. E também é uma forma de a gente conseguir avançar no sentido de escala, de abertura de mercado e de novas frentes.

Quem é o seu cliente? Existe um tipo de perfil para onde você mira quando começa a criar?

Desde o começo a marca atingiu clientes muito legais e já podemos dizer que temos uma comunidade de amigos da marca e pessoas que influenciam seus próprios nichos. Mas é um público muito heterogêneo. A gente atende homem e mulher de estilos e idades distintos, mas que têm como ponto em comum essa identificação com a Torinno. Por exemplo, tem uma roupa que foi usada pela Sabrina Sato, pelo Alok e pelo Pedro Andrade. Independe do gênero, do estilo e da idade.

Em que canais é possível comprar a Torinno?

Nós vamos lançar nosso e-commerce próprio em breve, já está praticamente pronto. Acredite, colocar uma loja online no ar dá praticamente o mesmo trabalho de abrir uma loja física! Precisamos pensar em uma estratégia de lançamento e de como vamos operar esse negócio. Então, como somos uma equipe enxuta, resolvemos primeiro terminar o SPFW para então trabalhar na abertura do e-commerce. Mas nós vendemos bem em canais diretos como o Instagram e também em eventos em que somos convidados por multimarcas espalhadas pelo Brasil.


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