FFW
newsletter
RECEBA NOSSO CONTEÚDO DIRETO NO SEU EMAIL

    Não, obrigado
    Aceitando você concorda com os termos de uso e nossa política de privacidade

    The Row, marca das Olsens, proíbe o uso de celular durante desfile em Paris

    Retorno ao elitismo ou foco em apreciar as roupas?

    The Row, marca das Olsens, proíbe o uso de celular durante desfile em Paris

    Retorno ao elitismo ou foco em apreciar as roupas?

    POR Vinicius Alencar

    A decisão da The Row de proibir telefones em seu desfile de Inverno 24/25 e incentivar a audiência deixá-los de lado para viver o momento presente, apreciar as roupas que estariam a poucos metros de seus olhos, em detrimento a documentar e assistir o passar das modelos pela tela do celular gerou uma discussão na rede X vinda da poderosa editora do New York Times, Vanessa Friedman. “Eu adoraria mostrar as fotos da The Row porque foi um desfile bom, mas por causa da política de proibição de mídia social deles, eu não posso”, escreveu.

    Se com as transmissões ao vivo e convidados postando em tempo real se iniciou uma suposta democratização da informação ao permitir que o grande público acessasse as novidades instantaneamente, para alguns profissionais da indústria uma parte da magia da moda se perdeu, mais especificamente, no momento em que os participantes começaram a assistir aos desfiles através dos seus telas enquanto filmavam os modelos. Para muitos isso pode soar elitista, mas é fato que tamanha exposição fez com que marcas e designers furassem a bolha e se tornassem assunto pop.

    A The Row, marca focada em produtos de alta qualidade e produção limitada, alegou que proibiu os celulares para que seus convidados pudessem prestar mais atenção no desfile sem distrações, o que Vanessa rebateu: “Frustração! Não sinto que tirar algumas fotos interfira na minha capacidade de considerar plenamente o que estou vendo”. 

    Já o jornalista Louis Piano acredita que essa proibição tenha mais a ver com um desejo de tornar novamente o ambiente da moda mais exclusivo. “Vamos proibir a transmissão ao vivo dos desfiles para que os plebeus não possam ver, certo? Para ser verdadeiramente exclusivo.”, postou em seu perfil. 

    Para uma marca comandada por duas celebridades (as irmãs Olsen), caríssima e com tiragens limitadas, mais mídia e buzz podem ter pouco ou nenhum impacto nas vendas. Já para marcas de designers independentes e novatos, o cenário é outro. 

    Um belo exemplo foi o desfile da Luar, durante a NYFW na última semana, que ficou entre os 4 mais falados na internet até o momento que, graças a aparição surpresa – e altamente documentada pelos convidados – de Beyoncé, alcançou 3.4 milhões de dólares em exposição na mídia, o que representou um alcance 3220% maior para a pequena marca de Raul Lopez, segundo plataforma de marketing digital Lefty. Afinal, como bem sabemos, o off-line e o famigerado low profile podem sair caros em uma indústria baseada na imagem. 

    Não deixe de ver
    Pabllo Vittar em collab com a Pornograffiti, os novos modelos da Rolex, a bebida especial da Melissa e muito mais
    Sabrina Sato como nova embaixadora da Hope, as denúncias envolvendo a Zara e a H&M e o desmatamento no Brasil, a nova coleção da Dod Alfaiataria e muito mais
    Roberto Cavalli morre aos 83 anos
    Skinny x wide legs: uma preferência geracional?
    COLLAB DO ANO? NIKE E BODE LANÇAM SUA AGUARDADA COLEÇÃO
    Confira o calendário de desfiles da SPFW edição 57
    Anitta, Cher e Demi Moore na abertura da exposição da Dolce & Gabbana, em Milão
    Como Beyoncé ajudou a subir as ações da Levi’s
    Gisele Bündchen no Rio para o lançamento de seu segundo livro, a nova diretora criativa da Bulgari, o brasileiro vencedor de prêmio da Chanel e muito mais
    Contemporâneo Showroom comemora 20 anos com edição na Bienal