05.01.2020 / Sustentabilidade / por

Nova edição da Vogue Italia abole editoriais fotográficos; veja como ficou

Neste mês, a Vogue Italia criou sua própria maneira de fazer um statement sobre sustentabilidade. Pela primeira vez na história de uma Vogue (isto é, desde que existe a fotografia), uma edição não tem nenhum editorial de moda. Em vez de fotos, ilustrações, desenhos e pinturas feitos por artistas convidados.

Em sua carta ao leitor, o editor Emanuele Farneti descreveu o que envolve preencher as páginas de uma revista de moda com fotos originais criadas e realizadas por sua equipe: “Cento e cinquenta pessoas envolvidas. Cerca de vinte vôos e uma dúzia de viagens de trem. Quarenta carros em espera. Sessenta entregas internacionais. As luzes acendem por pelo menos dez horas sem parar, parcialmente alimentadas por geradores a gasolina. Resíduos alimentares provenientes dos serviços de catering. Plástico para embrulhar as roupas. Eletricidade para recarregar telefones, câmeras…”.

Realmente, é hora de todos repensarem ações e hábitos. Se começarmos a fazer essa conta, veremos que de fato um ajuste é necessário. Nesta edição, Emanuele fez um primeiro teste, certamente um dos mais difíceis para uma publicação de moda: não fotografar – os ensaios ilustrados também mostram roupas (com seus devidos créditos) e modelos.


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*NO PHOTOSHOOT PRODUCTION WAS REQUIRED IN THE MAKING OF THIS ISSUE A preview of the January 2020 Vogue Italia Special Issue on newsstands January 7th @Yoshitaka_Amano featuring @LindseyWixson in @Gucci Cover 5 of 7 *** “All of the covers, as well as the features of our January issue, have been drawn by artists, ranging from well-known art icons and emerging talents to comic book legends, who have created without travelling, shipping entire wardrobes of clothes or polluting in any way. The challenge was to prove it is possible to show clothes without photographing them. This is a first, Vogue Italia has never had an illustrated cover: and as far as I know no issue of Vogue Italia in which photography is not the primary visual medium has ever been printed. Thanks to this idea, and to these artists’ process, the money saved in the production of this issue will go towards financing a project that really deserves it: the restoration of Fondazione Querini Stampalia in Venice, severely damaged by the recent floods.” @efarneti See more via link in bio. Full credits: #LindseyWixson @thesocietynyc Editor in chief @efarneti Creative director @ferdinandoverderi Fashion @franragazzi @robertaninapinna Casting directors @pg_dmcasting @samuel_ellis @ DM Fashion Studio #VogueValues

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A revista chega às bancas nesta terça (07.01) e traz uma seleção de capas diferentes, cada uma com uma modelo diferente vestindo Gucci.

Vanessa Beecroft (em seu primeiro projeto de ilustração), Cassi Namoda, pintora afro-americana, o artista de comics eróticos Milo Manara, a pintora francesa Delphine Desane, o artista David Salle, o italiano Paolo Ventura e o japonês Yoshitaka Amano que pintou Lindsey Wixson em uma das capas mais bonitas entre todas.

A Vogue italiana também está entre as primeiras publicações internacionais da Condé Nast a usar embalagens plásticas100% compostáveis.

Inventar novas maneiras de criar é um baita exercício e, ao contrário do que se imagina, pode significar ainda mais liberdade. Basta pesquisar a revista Vogue no início de sua história, pré-fotografia, e admirar suas capas ilustradas e como o logo brincava com cada desenho, nunca estático, nunca o mesmo.


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