29.08.2019 / Sustentabilidade / por

32 líderes da moda global se encontram no G7 para firmar o Pacto de Moda

O presidente Emmanuel Macron e François-Henri Pinault (à direita) com os demais representantes do Pacto de Moda no G7 / Reprodução
O presidente Emmanuel Macron e François-Henri Pinault (à direita) com os demais representantes do Pacto de Moda no G7 / Reprodução

Em abril deste ano, o presidente francês Emmanuel Macron deu a François-Henri Pinault, CEO do grupo Kering, a missão de reunir os principais players da moda, com o objetivo de estabelecer objetivos práticos para reduzir o impacto ambiental dessa indústria. 

Missão cumprida, também chamada de um movimento histórico dado ao fato de que os empresários de moda pouco se frequentam ou criam parcerias – ao contrário, vivem em uma rivalidade acirrada.

Agora,  32 empresas líderes da indústria da moda e têxtil assinaram um Pacto de Moda, uma iniciativa inédita que consiste em um conjunto de objetivos compartilhados pelos quais a indústria da moda pode trabalhar para reduzir seu impacto ambiental. Essa coalizão inclui grupos e marcas de luxo, moda, esportes e estilo de vida, juntamente com fornecedores e varejistas, todos já envolvidos em estratégias ambientais separadas.

Antes da reunião do G7 em Biarritz (FR), que encerrou no início dessa semana, Macron convidou para um encontro no Palácio do Eliseu as 32 empresas que lançaram o Pacto de Moda ao seu lado. O presidente estava acompanhado do Ministro da Economia Bruno Le Maire, pela ministra do trabalho,  Muriel Pénicaud, e pela Vice-Ministra de Transição Ecológica e Inclusiva, Brune Poirson. 

 Os objetivos do Pacto de Moda se baseiam na iniciativa de Alvos Baseados na Ciência (SBT na sigla em inglês), que enfoca a ação em três áreas essenciais para a salvaguarda do planeta:

Parar o aquecimento global: criando e implantando um plano de ação para alcançar o objetivo de zero emissão de gases de efeito estufa até 2050, a fim de manter o aquecimento global abaixo de um caminho de 1,5 ° C entre agora e 2100.

Restaurar a biodiversidade: alcançando objetivos que usam metas baseadas na ciência para restaurar ecossistemas naturais e proteger espécies.

Proteger os oceanos: reduzindo o impacto negativo da indústria da moda nos oceanos do mundo por meio de iniciativas práticas, como a remoção gradual do uso de plásticos de uso único.

Esses compromissos serão adotados por todas as empresas envolvidas, juntamente com a implementação de outros facilitadores, como por exemplo, o uso da Economia Circular; a educação da nova geração de designers e aumento de conscientização entre os consumidores; a criação de plataformas de suporte com investimentos financeiros significativos e colaboração intersetorial para soluções chave em áreas relacionadas à biodiversidade, mudança climática e oceanos; apoio a inovação em torno das principais tecnologias que podem sustentar compromissos e resultados, como suporte a inovações para materiais de baixo impacto, rastreabilidade, medição e monitoramento de impactos e resultados, bem como os meios para escalar o financiamento do investimento nessas inovações.

As 32 marcas que formam a coalisão são: Adidas, Bestseller, Burberry, Capri Holdings Limited, Carrefour, Chanel, Ermenegildo Zegna, Everybody & Everyone, FashionN3, Fung Group, Galleries Lafayette, Gap, Giorgio Armani, H&M, Hermes, Inditex, Karl Lagerfeld, Kering, La Redoute, Matchesfashion.com, Moncler, Nike, Nordstrom, Prada Group, Puma, PVH, Ralph Lauren, Ruyi, Salvatore Ferragamo, Selfridges, Stella McCartney e Tapestry.

Mas é importante destacar que o Pacto de Moda é um empreendimento coletivo por natureza e está aberto para qualquer empresa que queira ajudar a transformar fundamentalmente as práticas da indústria da moda e têxtil e a enfrentar os desafios ambientais que se apresentam.

Você pode ler o Pacto de Moda na íntegra aqui, em inglês.


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