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    De olho nas muçulmanas, Dolce&Gabbana lança primeira linha de véus e burcas
    De olho nas muçulmanas, Dolce&Gabbana lança primeira linha de véus e burcas
    POR Augusto Mariotti

    A Dolce&Gabbana anunciou segunda-feira (04.01) sua primeira coleção de hijabs e abayas, os lenços de cabeça ou véus, e as longas vestes que cobrem todo o corpo, respectivamente, usados pelas mulheres muçulmanas. Hijab significa cobertura e tem a ver com privacidade e modéstia.

    O namoro da marca com o vestuário não é de hoje. Em julho passado, Stefano Gabbana disse ao jornal árabe “The National“: “Sou muito fascinado pelo Oriente Médio e nós acabamos de finalizar uma coleção de burcas”.

    De fato esse fascínio tem boas explicações: as muçulmanas são amantes de moda e ótimas clientes e, apesar de frequentemente escondidas por trás de suas vestes e burcas, ostentam peças das mais caras e incensadas marcas do mundo. O filme “Sex and the city 2” mostra uma cena em que Carrie Bradshaw e suas amigas descobrem que, por trás dos véus das mulheres que acabaram de conhecer no Oriente Médio, se escondia a última coleção prêt-a-porter da Louis Vuitton.

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    As muçulmanas, que já têm o hábito de enfeitar e decorar suas burcas quase sempre pretas com jóias e bijuterias, agora podem contar com a nova coleção da Dolce & Gabbana, que será vendida exclusivamente nos Emirados Árabes Unidos, justamente onde o poder econômico do Oriente Médio se concentra. Poás, bordados e brocados enfeitam as tradicionais vestimentas que são combinadas aos tradicionais óculos e bolsas da marca.

    É estranho imaginar que outras marcas ocidentais ainda não criaram coleções de hijabs e abayas, tendo em vista o gosto por moda, a feminilidade e poder de compra dessas mulheres. As muçulmanas gastaram US$ 266 bilhões globalmente em roupas e calçados em 2013, segundo o site da “Fortune”. O valor é mais do que os gastos com moda do Japão e da Itália juntos e esse número deve aumentar para US$ 484 bi até 2019.  Segundo um estudo da Pew Research, o número de muçulmanos no mundo será igual ao de cristãos em 2050. “Isso os torna um consumidor importante para qualquer segmento”, diz Reina Lewis, professora de estudos culturais no London College of Fashion e autora do livro “Muslim Fashion: Contemporary Style Cultures”.

    Muitas já marcas fazem alterações em suas roupas para atender esse mercado, como não usar decotes, cobrir os braços ou criam coleções propícias para o Ramadã, como fizeram as marcas Donna Karan e Tommy Hilfiger. Podemos esperar mais lançamentos de olho nessa cultura.

    Confira na galeria a coleção completa da Dolce & Gabbana:

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