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    Duna Parte Dois: O figurino futurista com referências dos anos 50

    De Balenciaga ao islamismo, Jacqueline West transformou a sequência da produção em uma utopia feminina da moda.

    Duna Parte Dois: O figurino futurista com referências dos anos 50

    De Balenciaga ao islamismo, Jacqueline West transformou a sequência da produção em uma utopia feminina da moda.

    POR Laura Budin

    Timothée Chalamet como Paul Atreides em Duna Parte Dois.

    Superando a bilheteria do primeiro filme em menos de um mês em cartaz, Duna: Parte 2, do diretor Denis Villeneuve, não brilha apenas pelo casting estrelado – com Timothée Chalamet, Zendaya, Florence Pugh, Austin Butler, Anya Taylor-Joy e Léa Seydoux – mas também por seu figurino repleto de referências e contrastes.

    A figurinista Jacqueline West retorna de forma magnífica e traz de volta o que ela chama de “mod-eval” – a dualidade entre o moderno e o medieval. Assim como a produção, o roteiro mais rico e aprofundado na história reflete a construção de figurinos mais bem trabalhados e uma estética melhor construída: ‘‘A diferença é que a história realmente evolui e por isso muda o guarda-roupa’’, relatou West em entrevista para a Harper’s Bazaar. O trabalho de pesquisa para o figurino foi de artesãos em Budapeste a joalheiros do Oriente Médio.

    ‘‘Tenho dois diplomas de história da arte em Berkeley, onde li Dante pela primeira vez. E com as expansões do mundo dos antagonistas de Geidi Prime, por exemplo, olhei para A Divina Comédia e tratei-a como se estivesse passando por diferentes camadas do inferno. E Arrakis é como uma espécie de purgatório’’, West explica citando obras de Dante como uma de suas principais inspirações.

    Zendaya como Chani em Duna: Parte Dois.

    A figurinista também confessa ter encontrado inspiração na arte medieval, em pinturas árabes, no Norte da África e no antigo Islã: ‘‘Eles não adotaram a fé islâmica, mas vemos os vestidos como uma combinação de diferentes religiões’’. Além disso, West também olha para as joias Tiffany dos anos 1920 e para a alta-costura dos anos 1950 – inspirações que na maior parte do tempo, se refletem nas personagens femininas, construídas minuciosamente por meio de seus figurinos.

    Para Paul Atreides (interpretado por Timothée Chalamet), West escolheu abordar um visual com um ar religioso e sábio onde as capas são as peças chave. Já para Chani (interpretada por Zendaya), a figurinista manteve seu guarda-roupa simples: ‘‘Essa escolha foi para amolecê-la e tirá-la dos stillsuits’’.

    Timothée Chalamet e Denis Villeneuve durante as gravações de Duna: Parte Dois.

    Nos figurinos da irmandade Bene Gesserit, West se inspirou particularmente na Rainha de Espadas de um baralho de tarô – não era sobre catolicismo ou islamismo, mas uma junção religiosa que foi traduzida para as roupas das personagens. O figurino de Irulan (Florence Pugh), por exemplo, se destaca pelos acessórios de cabeça feitos por artesãos de Budapeste e referências medievais no vestido de malha e capacete de metal. Já para Lady Jessica (Rebecca Ferguson), West buscou referências nos tecidos usados pela cultura Touareg do Marrocos com muito linho e cores claras – destaque para a impressão feita à mão por Matt Reitsma do alfabeto Fremen em um de seus trajes. Já os figurinos de Margot (Léa Seydoux) são diretamente inspirados pelos desfiles de alta-costura dos anos 1950 e pela Balenciaga (da época de Cristóbal) e exalam uma estética de realeza.

    O novo filme também apresenta uma visão ampliada do mundo dos Harkonnen com a adição de Austin Butler como Fedy-Rautha: ‘‘Os Harkonnens são unidos por muito preto, couro e spandex. É bastante sinistro. Há uma qualidade de vampiro nisso. Tirei muito da arte de Geiger. É muito, muito, muito gótico”, relata West em entrevista para a Vogue Magazine.

    Algo comum em produções cinematográficas é a construção dos figurinos ser feita por meio de compras, garimpos e parcerias com marcas, mas para Duna: Parte Dois foi um tanto diferente: ‘‘Acho que fizemos cerca de 4.000 peças de roupa. Fizemos máscaras, fizemos todo tipo de joias, tingimos e pintamos à mão todos os tecidos, e ainda tivemos que reconstruir os stillsuits porque eles levaram uma surra na Parte Um. Mas adquirimos muitas peças [também] – tive compradores em Istambul e Marrocos que nos enviaram coisas que desmontamos e recriamos para [parecer ser de] 10 mil anos no futuro’’, finaliza West.

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