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    FFW Sounds: Getúlio Abelha, da estreia com “Marmota” ao retorno com “Autópsia”.

    Explorando novas sonoridades, mas sem perder a essência, Getúlio retorna com “Autópsia”, um álbum que disseca sua trajetória e inquietações.

    FFW Sounds: Getúlio Abelha, da estreia com “Marmota” ao retorno com “Autópsia”.

    Explorando novas sonoridades, mas sem perder a essência, Getúlio retorna com “Autópsia”, um álbum que disseca sua trajetória e inquietações.

    POR Guilherme Rocha

    QUEM É GETÚLIO ABELHA?

    Nascido em Teresina, Piauí, Getúlio é um cantor, compositor e ator brasileiro. Desde cedo, demonstrou interesse pelas artes, participando de serestas e karaokês com seu pai nos finais de semana. Aos 19 anos, mudou-se para Fortaleza, Ceará, para estudar teatro na Universidade Federal do Ceará, embora não tenha concluído o curso, optando por seguir uma trajetória artística independente. Em Fortaleza, Getúlio desenvolveu diversos trabalhos no cinema, teatro e performances, destacando-se por sua presença marcante e estilo único. Sua música transita entre o forró tradicional, pop com atitude punk e eletrônico, incorporando influências que vão desde a cultura nordestina até elementos contemporâneos.

    UMA MÚSICA PARA COMEÇAR: “Sinal Fechado”

    Lançada em 2020, “Sinal Fechado” mostra um lado mais romântico de Getúlio Abelha, sem perder a intensidade e o drama que marcam sua estética. Com um pé no brega tradicional do Norte e Nordeste e outro no pop experimental, a faixa traduz as dores e nostalgias de um amor à beira do colapso. A produção traz uma vibe “retrofuturista”, misturando o clássico e o contemporâneo de forma magnética. O videoclipe, dirigido por Lucas Sá, leva essa energia ainda mais longe, flertando com o horror cult dos anos 70 e 80 — referências como “The Rocky Horror Picture Show” e “Christine, o Carro Assassino” dão o tom da viagem visual. Filmado no cenário histórico de São Luís, o clipe reforça o DNA estético e performático de Getúlio.

     

    ÁLBUM PARA CONHECER:

     Em “Autópsia” seu novo álbum, ele leva o brega para uma viagem sem freio, misturando dubstep, seresta, emo, pop rock, funk e bolero em um som que parece um experimento de laboratório — caótico, afiado e irresistível. O disco escancara a solidão, a montanha-russa emocional de quem encara a vida adulta numa cidade gigante como São Paulo e a busca incansável por conexão, tudo embalado por metáforas de morte e renascimento. Se “Marmota” era puro deboche, “Autópsia” chega mais intenso, cinematográfico e sem medo de se reinventar. “Freak” dá o pontapé inicial como um hino outsider com refrão viciante, enquanto “Toda Semana” faz um crossover inesperado de forró com emo, e “Engulo ou Cuspo”, com Katy da Voz e As Abusadas, vem como um soco — sujo, urgente e sem filtro. Além do som, o álbum é um espetáculo visual. Cada faixa ganhou um visualizer, e o clipe de Freak traduz bem a estética entre o sombrio e o teatral que permeia tudo.

    – O que te inspirou a criar este álbum?

    Minha mudança para São Paulo há três anos, assim como as transformações que minha mente e meu corpo estão vivendo, influenciaram significativamente a narrativa do álbum. Após o meu primeiro álbum, que representou quase uma brincadeira que deu muito certo, percebi que era hora de lançar um novo projeto. Essa experiência de amadurecimento e adaptação a uma nova cidade foi motivadora, embora tenha dificultado algumas partes do processo.

    – Qual é o tema central do álbum?

    Este álbum, de alguma forma, aborda a solidão. Todas as músicas exploram temas como abandono, autoanálise, introspecção e a busca por afeto, estou sempre colocando metáforas ou palavras que se relacionam com a morte, seja ela física ou simbólica. Em determinados momentos, o álbum define os caminhos que posso seguir enquanto Getúlio Abelha. É uma obra de auto-investigação estética e conceitual.

       – Como você escolheu o título do álbum? O que ele significa para você?

    Eu gostaria que este álbum representasse o fim do que fui e o surgimento do que estou me tornando. É um espaço para explorar as coisas que estão perdidas dentro de mim e que posso trazer à tona. A obra também funciona como uma autópsia, uma investigação estética, onde cavoco outros sons e estilos que estão em meu corpo e vivência, mas que não foram apresentados no meu projeto anterior, voltado ao forró e brega, chamado “Marmota”.

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