Bolsa “Minaudière” da Chanel, que custa US$ 48 mil (R$ 97,2 mil). A versão apenas de resina (sem pérolas) sai por US$ 33 mil (R$ 66,8 mil) ©Reprodução
Cada vez mais caras, as bolsas se tornaram sinônimo de status. No entanto, apesar de bens duráveis, tais acessórios têm por sua própria natureza utilitária a característica de estar constantemente em risco, afinal, além do desgaste do uso cotidiano, há sempre a ameaça de furto ou roubo. Em decorrência dessas particularidades, um banco francês desenvolveu um seguro que tem como objetivo garantir às mulheres a segurança de suas bolsas, à parte outros pequenos serviços extras, que incluem ligações para eletricistas e chaveiros.
Mochila de couro de crocodilo da The Row (marca de Mary-Kate e Ashley Olsen), que custa entre US$ 35 e 39 mil (R$ 70,9 e 79 mil) ©Reprodução
“Pour Elles” (para elas, em tradução para o português) é o nome do seguro criado pelo Société Générale, que garante aos associados, por € 200 (R$ 499,6), a salvaguarda contra roubos de bolsas e uma “hotline” 24h dedicada a serviços como eletricista, chaveiro e inúmeros outros ofícios considerados masculinos (€ 300 anuais, cerca de R$ 749,5). No entanto, apesar dos benefícios do programa, não são todas as mulheres que o consideram positivo: de acordo com a “Reuters”, há quem julgue sexista a ideia do banco francês.
Opções de “estampas” do cartão do seguro “Pour Elles”, do Société Générale ©Reprodução
Discriminatório ou não, o seguro do Société Générale, que inclui opções de cartão cor-de-rosa e dourado, é um sucesso até entre o público masculino, segundo uma porta-voz do banco francês, que afirmou à “Reuters” que cerca de 5% dos associados até o momento são homens. O programa do Société Générale, aponta o “Huffington Post”, pode ser até considerado sexista por alguns, mas não é tão absurdo quando se leva em conta a elevação dos preços de bolsas de marcas de luxo que, em casos como Chanel e Hermès, podem ultrapassar os US$ 40 mil (R$ 81 mil).