09.08.2017 / Cultura / por

Duo eletro-artsy-sexy Fischerspooner volta com novo disco produzido por Michael Stipe

Casey Spooner em show de 2016 / Reprodução Twitter Fischerspooner
Casey Spooner em show de 2016 / Reprodução Twitter Fischerspooner

O duo Fischerspooner, um dos ícones da cena eletroclash do início dos anos 2000, vai lançar um álbum novo em setembro.

Parceiros criativos há mais de 20 anos, Casey Spooner e Warren Fischer criaram o Fischerspooner como um projeto que envolve música, fotografia, performance e moda e ficaram famosos com o lançamento de seu primeiro álbum, o ótimo e sexy “Emerge”, em 2001. A banda, divertida, glamourosa, artsy e underground, ganhou a cena musical na capa e também encantou o povo da moda, que frequentava seus shows. O Fischerspooner foi fotografado por Karl Lagerfeld, Terry Richardson, Juergen Teller e se apresentavam em galerias e eventos de arte, como a Art Basel. Eles vieram ao Brasil para um show no Skol Beats em 2004, mas o show não foi tão bom ou divertido. Casey saiu do palco algumas vezes, parava músicas no meio e o som do evento também não ajudou.

Após alguns anos sem lançar nada, a dupla volta com uma exposição e um novo disco – produzido por Michael Stipe -,  ambos chamados “Sir”. A mostra, com fotos de amigos, namorados e amantes nus, está no Mumok, museu de arte moderna e contemporânea de Viena.

Warren é músico e toca diversos instrumentos, então ele fica menos exposto do que Casey, que é o frontman e o compositor da maior parte das letras. “Esse álbum é agressivamente homossexual”, disse à revista “W”. O que significa que as músicas são sobre sexo, festas, saudades e perigos, assim como o conteúdo da exposição.

Ao longo da gravação, que durou dois anos, Casey terminou uma relação de 14 anos e partiu em uma jornada espiritual e física, onde viveu com um homem e deitou com outros muitos. “Pra mim não foi algo como Comer, Rezar e Amar”, diz em referência ao livro/filme. “Foi Lift Tan Fuck” (levantar peso, bronzear e transar). Tanto que, quando estava com um cara em Madri, ele gravou seus gemidos e os sons estão no novo álbum. Assim, o trabalho capta todas essas passagens. “Quando começamos, era muito otimista porque eu estava em uma ótima relação…”. Ao que Warren logo completa: “a melhor coisa que aconteceu nesse álbum foi você ter levado um fora”.

A sonoridade tem um pouco de Depeche Mode e Nine Inch Nails e as letras falam sobre encontros imaginários no Brasil (oi?) e a ansiedade e excitação em torno de novos encontros e amantes. Michael Stipe, vocalista do REM, já namorou Spooner e está na música Get it On, “um retrato abstrato da noite em que nos conhecemos, combinando nossas duas perspectivas”.


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