14.03.2019 / Cultura / por

Três perfis no Instagram que falam diariamente sobre a influência feminina na arte

A curadora Katy Hessel na exposição The Great Women Artists, em Londres / Reprodução
A curadora Katy Hessel na exposição The Great Women Artists, em Londres / Reprodução

No Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, muitos dos posts que vimos chamavam para o fato de que a mulher deveria ser celebrada diariamente simplesmente através de respeito. “Não me dê flores, me dê respeito” foi uma das frases mais postadas e que faz muito sentido.

Aqui, mostramos três perfis criados por mulheres e sobre mulheres, que chama a atenção para o trabalho de artistas cujos nomes foram apagados ou esquecidos e também atua na divulgação da cultura produzida por mulheres através de exposições, talks e podcasts. Para seguir, prestigiar, compartilhar e se inspirar.

 Repaint History

 


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#tbt to Helen Frankenthaler an American abstract expressionist painter who was a major contributor to the history of postwar American painting and her work has been the subject of several retrospective exhibitions, including a 1989 retrospective at the Museum of Modern Art in New York City, and been exhibited worldwide since the 1950s. Though art history has traditionally grouped Frankenthaler in with—or rather omitted her from—the group of midcentury Abstract Expressionists including Jackson Pollock, Willem deKooning, and Robert Motherwell (her husband for a time), she’s now starting to receive the solo attention she deserves. Helen’s work is an absolute DREAM 🙌🏼 . . . . #repainthistory #support #female #art #artist #change #history #helenfrankenthaler #equality #artequality #equity #abstract #artwork #artistsoninstagram #tb #tbt #womensupportwomen #inspiration #mood #thursday

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Fundado pela canadense Pegah Kargar, é uma plataforma dedicada a chamar atenção para mulheres artistas de todas as épocas. Começou como uma maneira de Pegah divulgar e promover exposições e performances de amigas artistas e resultou em uma extensa pesquisa sobre o status da mulher no cenário da arte. “Eu me deparei com estatísticas e dados surpreendentes em torno da sub-representação de mulheres artistas. No entanto, havia tantas artistas do sexo feminino no passado que fizeram um nome para si mesmas e que eram mentores dos artistas masculinos que conhecemos hoje, mas a história decidiu simplesmente ignorá-los”, diz à revista Elephant. Em seu perfil no Instagram, ela traz à tona dados como o de que arte feita por mulheres é vendida 42% menos do que a produzida por homens e frases vergonhosas como a do crítico inglês Brian Sewell, que disse: “apenas os homens são capazes de grandeza estética”.  No site, há uma seção dedicada às mulheres pioneiras da arte e uma loja online com parte da renda revertida para uma instituição que ajuda pessoas de rua através da arte.

The Great Women Artists


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Seeing the Fragonard’s at London’s @wallacemuseum this morning pointed me in the direction of painter Jesse Mockrin (@jessemockrin). And wow ✨🖤 Focussing on the figurative, Jesse’s painted fantasies embody a surrealist, humorous, dark and erotic nature whilst simultaneously being infused with beauty ~ she reminds me of a classical and baroque Gertrude Abercrombie, I’m amazed by her light and dark contrasts. Playing within the frameworks of the classical or rococo, Mockrin bases her luxuriously verdant oil paintings on a matte black surface giving the illusion of a flat and contained painting, which she heightens by creating three dimensional scenarios, whether that be draping curtains or ripples of fabric over her often androgynous figures 🐚 Growing up in Maryland in the 80s and 90s, Mockrin’s original medium was photography, something that still has a profound impact on her work. Not only does she paint from photographs, but she bases her composition them: thinking that “the rectangle of the canvas is almost like a viewfinder”. I find the voyeuristic element to her work key ~ something that is reminiscent of both spying on noble families in Rococo painting and the inherent nature of photography. And I can’t stop staring at them!!! Thanks @martincoomer for the tip ! • #JesseMockrin #WomenArtists

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Página fundada pela jovem curadora Katy Hessel, de 25 anos. Ela é colaboradora de publicações como i-D e It’s Nice That. Em fevereiro deste ano, Katy fez a curadoria de uma área na Tate Modern com uma gigantesca linha do tempo de artistas mulheres
(da Idade Média até hoje) e seções educacionais destacando as mulheres-chave da história da arte. Foi ela também quem fez o take over da Tate para o mês da mulher em 2018. O perfil The Great Women Artists resultou em uma exposição real no ano passado, mostrando as mulheres que usam o Instagram como uma plataforma para suas carreiras. Katy
 trabalha na área de comunicação e marketing na galeria Victoria Miro.

Her Story

Perfil cult no Instagram que chama atenção para arte e cultura pop produzidas por mulheres lésbicas. Criada por Kelly Rakowski, o perfil posta diariamente imagens icônicas de arquivo, fotos recentes, chamadas para manifestações ou causas. Há fotos incríveis, incluindo Madonna com suas amigas lésbicas como KD Lang, muitas de Jodie Foster bem nova – uma delas ao lado de Jennifer Beals (Flashdance <3) juntas com a legenda: the Jennifer/Jodie fantasy. Há muitas fotos políticas através
de imagens da cultura de celebridades também.

Kelly é desiner têxtil e editora de fotografia em uma revista de arquitetura e design, o que exige dela muita pesquisa de imagem. “Acho que os arquivos de fotografia são extremamente importantes para o mundo; documentam a vida, o trabalho e o progresso”. Ela criou o perfil após se deparar com a extensa coleção de fotos do Lesbian Herstory Archives. “Fiquei muito inspirada por aquilo e queria compartilhar com meus amigos. Nesse dia eu eu abri o Her Story”, diz à Vice.

Muitas pessoas não sabem nada sobre os relativamente poucos filmes de lésbicas, livros e programas de TV por aí, e mais especificamente, sobre as mulheres que estavam por trás deles. Kelly trabalha para que isso não aconteça mais.


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