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    A Lu´u Dan quer mudar a imagem estereotipada do homem asiático

    Fundada por um americano filho de vietnamitas em 2021, a marca propõe uma moda provocativa e cheio de personalidade.

    A Lu´u Dan quer mudar a imagem estereotipada do homem asiático

    Fundada por um americano filho de vietnamitas em 2021, a marca propõe uma moda provocativa e cheio de personalidade.

    POR Julia Lange

    Formando na conceituada Royal Academy of Arts da Antwerp, na Bélgica, o estadunidense de família vietnamita Hung La trabalhou para a Balenciaga e Celine antes de alçar voo solo e em 2021 lançar a Lu´u Dan. Junto com sua esposa, Léa Dickley, ele também estava por trás da Kwaidan Editions, cuja assinatura eram roupas com pegada vintage.

    Como tudo começou?

    Três acontecimentos foram marcantes para que Hung La de fato pensasse na marca e em todo o seu conceito: o auge do lockdown, na pandemia da Covid-19, a morte trágica de George Floyd nos EUA, que impulsionou debates raciais por todo o mundo e os protestos ‘Stop Asian Hate’ que tomaram conta de inúmeros países e das redes sociais.

    Em suas palavras, numa entrevista para a Vogue, “Estávamos em casa [ele e a esposa, em Londres], e o que me veio à mente foi uma saudade das minhas raízes.” La foi criado em Rockville, Maryland, nos arredores de Washington DC, sendo um americano de primeira geração filho de pais vietnamitas, e por toda a sua juventude ele teve dificuldades de aceitar sua identidade asiática.

    Foi exatamente na percepção do caminho oposto que a Lu´u Dan ganhou força. “Comecei a meditar e percebi que existe tanta beleza – gosto de dizer que existe um nós na identidade asiática. Existe uma cultura. As histórias precisam ser contadas e celebradas.”, contou também em sua entrevista para a Vogue. Assim nasceu uma das marcas mais provocativas e cheias de personalidade do mercado de menswear.

    A origem do nome Lu´u Dan

    Lu´u Dan significa, em tradução mais livre, “granada” ou “homem perigoso em vietnamita”. O homem que Hung retrata é um tanto mais profundo: “A maneira como olhamos para o homem Lu’u Dan, é que ele é um menino mau, mas tem um grande coração”, afirmou.

    Um outro ponto essencial para a criação da identidade da marca é seu profundo incômodo com a visão estereotipada que muitas vezes o Ocidente tem do homem asiático. Ora hiper femininos e inclusive usando maquiagem, como os astros do K-POP, ora figuras que remetem ao imaginário do mafioso cheio de tatuagens e ultra musculoso. Mas e todo o meio termo? “A masculinidade asiática é um tema muito interessante. A ambição da Lu’u Dan é criar um sentimento de comunidade e pertencimento entre um grupo que é tradicionalmente considerado uma minoria”, finaliza ele.

    As roupas e coleções

    Dentre as roupas, destacam-se as camisas luxuosas de viscose cobertas com estampa de cobra, as jaquetas de couro sintético que remetem à Hong Kong dos anos 80, e as referências de uma alfaiataria clássica – com um quê punk. Alguns desenhos florais de coleções diversas foram inspirados em pinturas de sua avó de mais de 90 anos.

    Com tanta bagagem histórica, as coleções refletem influências pessoais da vida de La, mas também muito da cultura que ele consumia enquanto jovem – de filmes de artes marciais a livros de fotografia de grandes nomes do Japão. Watanabe Katsumi e George Hashiguchi foram dois dos artistas que mais influenciaram sua visão sobre o streetstyle.

    As peças conseguem unir gangues bōsōzoku japonesas, tríades de Hong Kong, serpentes de corpo duplo extraídas da mitologia chinesa, estampas de tigres tibetanos – e esse é exatamente o ponto. Ele costura com maestria elementos de uma Ásia diversa, de forma que tudo faz sentido no final.

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