16.03.2017 / Comportamento / por

Iza se apresenta na Praça Natura do SPFW N43 e conversa com o FFW

Juliano Knobel/Cortesia Natura
Juliano Knobel/Cortesia Natura

A Praça Natura traz ao SPFW N43, durante toda a semana, bate-papos com profissionais renomados e pocket shows com alguns dos nomes que estão agitando a música nacional – tudo aberto ao público que estiver andando pelos corredores da Bienal.

Personalidades como Bob Wolfenson, Djamila Ribeiro, Jaloo, Paulo Borges, Élida Aquino, Bruna Fioreti e Karina Buhr tem participado dos painéis sobre transformação e beleza. Quem abriu a rodada de pocket shows, que se encerra amanhã com Emicida, foi a cantora Iza, também presente no talk “Fast Beauty na geração selfie”, sobre a evidente pressão atual de estarmos sempre impecáveis diante das câmeras e, consequentemente, nas redes sociais. De quebra, ela conversou com o FFW sobre padrões de beleza, moda e adiantou quando será lançado o seu tão aguardado EP.

Confira a entrevista de Guilherme Meneghetti.

O que você acha do Fast Beauty na geração selfie? Alguma vez se sentiu pressionada? Ou para você é um prazer?

Já, claro! Eu até citei a Thaís Araújo porque ela postou uma foto sem maquiagem numa época em que o que a gente mais quer é encher a nossa cara de maquiagem e parece um absurdo postar foto sem maquiagem. Pode parecer besteira, “ah, super natural a Thaís Araújo postar foto de cara limpa, que que tem a ver?”, porém ela foi contra uma coisa que a gente vê todos os dias [assim como Alicia Keys, que abdicou a maquiagem recentemente e até a capa de seu último álbum, Here, foi feita com rosto e cabelo naturais].

O perfeito não é ser natural, não é ser normal. O perfeito é se fazer de perfeito nas redes sociais. Acho que há uma pressão muito grande para as meninas se enquadrarem num nicho, num perfil de tudo aquilo que é bonito, em que maquiagem é bonita ou não. Eu sinto que existe essa pressão, mas não me sinto pressionada. Porque já desconstruí essa ideia há algum tempo, sabe? Foi muito difícil e é uma coisa contínua. Não vou dizer que eu sou plena, maravilhosa e absoluta; que não sou influenciada por nada, estou ótima e uso o que eu quiser porque não é assim que funciona. Acho que há um longo caminho a ser traçado por mim e por todas as mulheres. Mas saber disso já é meio caminho andado.

Com que idade você desconstruiu esse padrão de beleza?

Acho que com 20, 21 anos, quando eu parei de alisar o meu cabelo.

Bruna Fioreti, IZA e Bob Wolfenson em bate-papo
Bruna Fioreti, IZA e Bob Wolfenson em bate-papo

Como você vê a moda como ferramenta de empoderamento feminino?

Acho que as duas coisas caminham juntas, né? Tudo o que eu visto anda comigo no palco, então, acho que estou comunicando uma coisa. A minha roupa não está curta demais, a minha roupa é isso! É isso que eu quero. Hoje eu acordei a fim de mostrar minhas pernas. Eu acho que você tem de lidar com a questão, não concordar com algo. Acho que ão é só a moda, mas tudo aquilo que a gente usa hoje em dia – tudo isso é comunicação, que por si só, já é uma ferramenta muito importante para empoderar as mulheres.

Já experimentou as novas cores Aquarela, da Natura?

Ah, já, claro. Minha mãe sempre usou Natura – aliás, minha mãe usa Sève desde que eu era muito novinha. Lembro que ficava vendo a revista e com o dinheirinho que eu ganhava, a linha Aquarela era o que eu conseguia comprar. Lembro que não era uma linha tão cara.

Você já teve dificuldade pra encontrar maquiagem?

Já. A primeira base que eu achei foi da Natura, aliás. Faz bastante tempo. Lembro que a Natura Una apareceu e tinha uma paleta de cores bem variada!

E quando sai o seu EP?

Vai sair neste primeiro semestre. Ainda não tem nome, mas vai ser neste semestre!


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