FFW
newsletter
RECEBA NOSSO CONTEÚDO DIRETO NO SEU EMAIL

    Não, obrigado
    Aceitando você concorda com os termos de uso e nossa política de privacidade

    Nostalgia coletiva em looping

    Por que estamos saudosos do que vivemos há tão pouco tempo?

     

    Nostalgia coletiva em looping

    Por que estamos saudosos do que vivemos há tão pouco tempo?

     

    POR Vinicius Alencar

    Se você viveu sua adolescência na primeira década dos anos 2000 provavelmente, um sentimento de nostalgia deve estar te perseguindo. Esse sentimento idealizado de saudade de um tempo menos complicado quando as coisas pareciam mais fáceis e divertidas tem rondado a tantos de nós, mas especialmente a geração dos millennials, que, por sua vez, estão um pouco reticentes por aceitar. E o motivo é bem explícito: nunca antes essa fase de nossas vidas havia sido reverenciada como agora (esse que aqui escreve está prestes a completar 34 anos).

    Na infância/adolescência ao nos depararmos com um um remake de um filme, uma nova versão de um hit do passado ou o retorno de elementos de uma década, não compreendíamos a excitação e euforia dos nossos pais ou irmãos mais velhos, era difícil se conectar com algo que não vivenciamos. Porém, agora, com a moda e a cultura se apropriando dos anos 2000 e, mais recentemente, dos anos 2010 (afinal os ciclos estão cada vez mais curtos), nos deparamos com uma série de elementos que nos pertenceu.

    As nomenclaturas mudam, a baby look, agora é baby tee, por exemplo. Na rede vizinha, uma nova geração descobre que modelos brasileiras viveram um apogeu internacional nos anos 2000 para além do furacão Gisele: Fernanda Tavares, Ana Claudia Michels, Mari Weickert, Raquel Zimmermann, Carol Ribeiro… com edits de vídeos de desfiles e comentários animados em que podemos ler “imagina como era essa época?!”.

    ​O próprio Y2K vem sendo dissecado: a volta da cintura baixa, o efeito glossy, os óculos máscara, as clogs, o relançamento de celulares flip e as referências à Britney Spears e celebridades de sua geração. E aí, boa parte ao se deparar com esses retornos responde automaticamente: “como assim voltando? Eu nunca parei de usar!”. Afinal, como disse no início, chegou a nossa vez, estamos envelhecendo – e, aqui, não é sobre etarismo ou segregação. Em diferentes estudos (e até mesmo memes, sejamos sinceros) revelam como nós millennials inconscientemente nos referimos aos anos 1990, como se tivesse sido há apenas 12, 15 anos e não há 30.

    ​Barbie, supermodelos (The Originals!) na capa da Vogue, o retorno de Gisele, tudo está conectado, há um mesmo fio condutor que amarra essa discussão, como muitas outras que podem surgir a partir dela. Mas, por enquanto, o que precisamos refletir é: e os anos 2020 serão marcados pelo que? Em meio a tantas imprevisibilidades e pessimismo, a década atual promete ser lembrada pelo Chat GPT e pela inteligência artificial – resta saber se elas garantirão esse sentimento de confortante de nostalgia que é tão sensível e marcante na nossa natureza.

    Não deixe de ver
    Beyoncé abre inscrições de bolsas de R$25 mil para empreendedores negros e indígenas do Brasil
    O livro é o mais novo acessório da moda. E também o mais cool
    Fresh Prince da Bahia e a revolução cultural da Batekoo
    Maturidade x Plasticidade: Supermodelos, retoques e a ilusão da juventude na moda
    Por que estamos nostálgicos do que vivemos há tão pouco tempo?
    Quiet Luxury: Por que todos querem se vestir como os bilionários?
    Stylists e influencers: até que ponto vai a personalidade quando se terceiriza um estilo pessoal?
    Free the niple: após anos de campanha o Meta está prestes a rever suas diretrizes
    Sneakers em queda: a mudança no desejo do consumidor