19.05.2017 / Moda / por

Old but gold: Chloë Sevigny seleciona peças vintage para o e-commerce Vestiaire Collective, com direito à Margiela, Courrèges e CDG

©Vanina Sorrenti/Reprodução
©Vanina Sorrenti/Reprodução

Já imaginou poder usar peças vintage de Margiela, Yves Saint Laurent, Courrèges e Comme des Garçons que foram escolhidas por ninguém menos que Chloë Sevigny? Pois a atriz se juntou ao e-commerce Vestiaire Collective, voltado para compra e venda de roupas e acessórios semi-usados de luxo, para fazer a curadoria de suas peças vintage favoritas – uma novidade para a loja virtual, já que a colaboração com a atriz foi uma oportunidade de reavivar a paixão pelo vintage.  “Annie Blanchet, responsável pela seção vintage do site, percebeu que, querendo ou não, sempre selecionamos peças vintage”, entrega Sophie Hersan, cofundadora da Vestiaire Collective.

Sophie, junto com Samina Virk, head da VC nos EUA, convidaram Sevigny, a “musa vintage” segundo elas, para fazer uma seleção enxuta com poucas peças, mas a atriz acabou se empolgando. “Primeiro elas [Sophie e Samina] me pediram para escolher aproximadamente 20 peças – em vez disso, acabei escolhendo por volta de 100”, disse a atriz, rindo, à Vogue americana.

A predileção por peças vintage, aliás, é algo que sempre fez parte da vida Chloë. Segunda ela, desde muito cedo procurou o vestido perfeito de Laura Ashley ou uma boa blusa da Ralph Lauren sem necessariamente gastar muito. Ela lembra de, ainda na escola, ter achado sua primeira peça Saint Laurent e visto na etiqueta que foi feita na França – o que abriu todo um novo mundo para ela.

“Me sinto mais confortável usando uma peça de segunda mão em vez de algo novo”, confessa Sevigny, que também não descarta um look Miu Miu recém-lançado. “Mesmo quando faço filmes, os figurinistas sempre querem usar muitas coisas novas, mas peço para eles lavarem e darem uma leve desgastada porque me sinto mais confortável em algo que já foi vivido. É uma estranha segurança para mim”, diz ela, que acredita que as peças vintage trazem mais individualidade, além de proporcionar um consumo consciente. “Eu cresci optando por ter um objeto que foi muito bem feito, em vez de vários deles”, recorda. “Era sempre sobre qualidade em vez de quantidade – sempre fui anti fast-fashion”.

Com a seleção, a atriz homenageou a cena artística de Nova York dos anos 1990, o belga Martin Margiela – seu designer favorito, para quem já até desfilou –, a década de 1970 de Yves Saint Laurent e sua maior inspiração: sua mãe.

Com preços que variam de US$75 a US$4.500, as peças estão disponíveis no Vestiaire Collective, que entrega no Brasil. Na galeria, veja o editorial estrelado pela atriz apresentando algumas peças de sua seleção para o e-commerce.


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