16.04.2018 / Música / por

O que você precisa saber sobre o show Lua Vermelha, que tem direção criativa de Erika Palomino

Ensaio do show Lua Vermelha, na Funarte / Cortesia Christian Bittencourt
Ensaio do show Lua Vermelha, na Funarte / Cortesia Christian Bittencourt

Um dos principais nomes do circuito da moda no Brasil, Erika Palomino ganhou um novo desafio em que pode aplicar toda a sua experiência e sensibilidade em uma plataforma diferente. Ela é a diretora criativa do show Lua Vermelha e Orquestra, uma parceria entre a jovem cantora Lia Paris e a Camerata Jovem Camargo Guarnieri. O espetáculo estreia dia 6 de maio na Funarte São Paulo (serviço completo abaixo).

O show traz composições do álbum Lia Paris e do EP Lva Vermelha da cantora e performer, revistos com arranjos da camerata. Adicione ainda inserções digitais, com luzes e projeções feitas pela dupla Miwí (que faz vídeos e luz para Mamba Negra) e toques de música eletrônica.

Erika faz a direção de arte, cuida do figurino de Lia, dos músicos e de toda a imagem de palco, alinando estética, linguagem e visual. “Gosto muito quando posso desdobrar minha formação e meus estudos em áreas diferentes e amei o convite da Lia”, conta ao FFW. “Com a mesma coragem dela em me chamar eu aceitei. Sou jornalista e editora, mas tenho cada vez mais, e com crescente satisfação, atuado como diretora criativa, onde posso cruzar esses meus interesses e paixões. Neste espetáculo, sem nenhuma pretensão a não ser criar uma embalagem adequada pra que Lia, essa jovem e corajosa artista, possa se expressar, tenho viajado para lugares lindos do meu emocional e da minha percepção, onde espero que o público possa chegar também”.

Para Lia, foi a realização de um sonho se apresentar com uma orquestra. Quando conheceu Ionan Daniel, maestro da Filarmônica Jovem, os dois desenvolveram esse projeto de fusão entre estilos musicais, uma experiência inédita para ambos. “Estou feliz de ter aceitado essa empreitada. Gosto de projetos que me tiram da zona de conforto e está sendo maravilhoso construir esse novo show”.

Coube ao maestro transformar a linguagem de uma banda para a orquestra e escrever os arranjos. Foi trabalhoso, mas os músicos estão empolgados com o novo repertório. “É interessante sair um pouco dos ícones clássicos e se aventurar por uma roupagem mais moderna”, diz Ionan.

A “roupagem moderna” literalmente está lá, no figurino dos músicos, que trocam a roupa social, “uniforme” normalmente usado nas apresentações de música erudita, por peças de streetwear. “O conceito tem como ponto de partida desconstruir a ideia da camerata e trazê-lo para algo mais real e mais palpável”, diz Erika. “O maestro usa moletom e capuz; o figurino dos músicos mixa sportswear com hi-fashion; com sneaker, bonés e Melissas. Vamos de Reinaldo Lourenço a Marcelo vonTrapp e Levi’s, um visual urbano e real e ainda assim meio místico, como a pegada da Lia mesmo. Então ao mesmo tempo que tem as cordas dos violinos, o cello e o clarinete, temos a verdade de estarmos na alameda Nothmann, em pleno centro de São Paulo, Brasilzão: o sonho e a vida real; o escape e a esperança da arte e da cultura como transformação e como respiro”.

Mais do que uma viagem audiovisual, o que chama a atenção em Lua Vermelha é que o espetáculo é a primeira vez para todos os envolvidos (it’s a first!, diria Mr. Gray). Essa sensação de desafio, da proposta de algo novo e de ser um trabalho construído por tantas mãos, sons, vozes e luzes por si só já é um chamado para o público presenciar uma nova beleza. “Misturar o vocabulário da música clássica com o eletrônico e ainda uma cantora é um projeto bem desafiador, mas Lia conduz tudo com o frescor e a ousadia próprios da juventude, sem nunca ser pedante e querer trazer soluções definitivas, mas sim de provocar perguntas e propor um flerte sensual entre essas linguagens”, conta Erika.

Para Erika, é uma boa chance de conhecer melhor uma artista talentosa real, que ainda vai dar muito o que falar. Mas não apenas: “É também uma oportunidade de fazer a gente viajar e se deixar levar por um conjunto de sensações criado pela experiência visual e musical neste momento de estarmos juntos e presentes, em nossos tempos tão estranhos”.

O corpo criativo e artístico do show é formado majoritariamente por mulheres, contando ainda com Bia Szvat na direção cênica e a Pepper Cultural, das gêmeas Pepper’s, como realizadoras.

 

Serviço

 Show Lua Vermelha e Orquestra

Lia Paris e Orquestra Filarmônica Jovem Camargo Guarnieri

Data: 06 de maio

Horário: 19h às 20h

Local: Funarte (Alameda Nothmann, 1.058)

Ingressos: R$40 (inteira), R$20 (meia entrada)

 

 


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