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    Conheça a modelo brasileira Lindsey Hilario

    Criada no interior de São Paulo, Lindsey tem apenas 20 anos e representa uma imagem para além do óbvio, sendo um dos nomes singulares do cenário atual.

    Conheça a modelo brasileira Lindsey Hilario

    Criada no interior de São Paulo, Lindsey tem apenas 20 anos e representa uma imagem para além do óbvio, sendo um dos nomes singulares do cenário atual.

    POR Laura Budin

    Quando falamos do mercado de modelos nacional, nomes como o de Lindsey Hilario são citados como apostas para o futuro. No entanto, a modelo de apenas vinte anos prova que pode sim se destacar no panorama brasileiro – e internacional –, mesmo tendo apenas um pouco mais de um ano de carreira.

    Nesta temporada, Lindsey desfilou para 12 marcas na São Paulo Fashion Week, sendo a primeira modelo curvy com esse número de desfiles. A modelo conversou com o FFW sobre sua história pessoal, profissional, expectativas para o futuro e suas opiniões como modelo curvy dentro da moda.

    Acompanhe a entrevista abaixo:

    1. Como você começou a modelar?
    Comecei a modelar e ter contato com a moda ano passado, por meio de um cadastro pelo Instagram.

    2. Qual você considera o turning point da sua carreira?
    Sinto que foi quando fiz pela primeira vez a Vogue Brasil, isso com certeza mudou tudo, não digo isso apenas para mim, mas para todos (os pretos e gordos).

    3. Qual o seu sonho como modelo?
    Meu sonho de início sempre foi representar quem não era representado em geral. De alguma forma mostrar que por trás de toda comparação e insuficiência, a gente pode – digo isso sobre pessoas pretas e gordas. E esse continua sendo meu sonho, ainda tenho muito para trabalhar, muito o que fazer, para termos essa conquista e valor reconhecido!

    Já um sonho pessoal meu é fazer campanhas pra Fenty Beauty e Savage. No caso, eu tenho vários assim, mas mesmo que ainda não tenha acontecido, tenho fé que irá acontecer. Também sonho em fazer todas as marcas nacionais e chegar no internacional e representar nosso Brasil e o nosso corpo real, da melhor maneira – conhecendo o mundo, fazendo tudo, sendo uma multi modelo, atriz, diretora e artista.

    4. Como foi desfilar na São Paulo Fashion Week?
    Foi uma loucura! Tinha chegado de viagem e minha agente perguntou se eu queria fazer SPFW. Na hora, eu disse sim! E foi quando elas entraram em ação. Essas semanas de preparativos, casting e provas de roupa em um dia foi de longe a minha primeira experiência mesmo com a correria fashion – nunca pensei que estaria nessa frente, apenas imaginava mesmo.

    5. Quais são as suas inspirações na moda?
    Nacionalmente, eu tenho Rita Carreira, Letícia Muniz, Anne Caroline, Carolina Clarkson, Natasha Soares, Larobertita, Raphaela Tratske e muito mais que me inspiram a continuar e me ensinam muito também! Internacionalmente tenho a Precious Lee, Paloma, Ceval, Noni Cyngor, Jorja Smith, Zendaya e Naomi Campbell.

    6. Quais experiências você achou que nunca aconteceriam com você dentro da moda?
    Acho que todos os momentos são válidos, ainda mais porque esse ano é meu segundo ano de carreira e como disse desde o começo, sou grata por todos os trabalhos que fiz e faço até hoje. Mas um que me deu lindas lembranças e uma alavancada gigantesca foi fazer a Vogue Brasil. Esse dia sem dúvidas foi quando vi mudanças e oportunidades vindo até mim. Eu sonho, imagino, tenho fé, mas nunca imaginei que seria tão rápido assim e foi lindo tudo o que eu vivi e estou vivendo até agora! Tive o prazer de começar minha carreira internacional, no início desse ano, fiquei fora por 11 meses e foi uma experiência muito boa com altos e baixos, mas viver e conhecer outras pessoas e culturas é lindo demais!

    7. Como você enxerga a moda atual e os padrões muitas vezes impostos por passarelas tradicionais sendo uma modelo curvy?
    Ainda não vemos o mínimo! É muito fácil colocar uma e outra e dizer que existe diversidade e igualdade. Se fosse isso a grande vitória, porque continuamos a lutar pelo nosso visível valor? O mundo da moda tem essa brincadeira de selecionar as pessoas que vão dar mais visibilidade a elas, sendo nós, negros, asiáticos, LGBTQIA+ – se nao tem isso, não é o suficiente, lugares que exigem muito mas fazem pouco!

    Essas são as pessoas que nos fazem acreditar que realmente existe a inclusão, mas não sabem o básico que é a diferença do tamanho P de GG, que falam que o vestido estica, então vai servir, que nos fazem acreditar que somos nós os causadores do desconforto ou que não somos capazes de andar de salto, fazer essa pose, estar nessa posição, caber em uma roupa. Ainda há mudança a ser feita, muita coisa a ser vista e muito a ser conquistado!

    8. Qual conselho você daria para alguém que está iniciando a carreira de modelo?

    Eu diria para essa pessoa priorizar os seus valores, seus objetivos, seus sonhos e para não deixar ninguém tirar isso de você! Na maioria das vezes, nessa indústria, existem pessoas que vão distorcer sua imagem, seus pensamentos, falas, visão, seu caráter, seu valor e vão fazer com que você duvide de si mesma e de sua capacidade.

    Então, o conselho que quero entregar é não mudar quem você é de forma alguma – e se mudar, que seja da melhor forma para uma nova versão, mas nunca menosprezar alguém e nunca deixar que te menosprezem ou baixem seu valor. Continue com a cabeça erguida e faça a diferença que você sonhou em estar fazendo.

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