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    FFW conversa com Matthew Williamson sobre sua nova coleção com a C&A
    FFW conversa com Matthew Williamson sobre sua nova coleção com a C&A
    POR Augusto Mariotti

    Patrick Vidal, em colaboração para o FFW

    Na quinta (29.10), o estilista inglês Matthew Williamson recebeu convidados e imprensa para o lançamento de sua parceria com a C&A. Matthew é o mais novo nome a assinar uma coleção cápsula para a rede de fast fashion, que também já lançou linhas com Francisco Costa e Stella McCartney.

    FFW esteve no Rio de Janeiro e bateu um papo com o estilista sobre sua marca, vida, história e, é claro, sobre os novos lançamentos para as brasileiras. Confira abaixo a entrevista:

    Como você descreveria sua coleção para a C&A e quais são suas três peças favoritas?

    Descreveria como essencialmente eu. A coleção traz todo o meu amor por estampas, cores, texturas e um toque boêmio. A primeira peça favorita é um macacão com estampa que tirei dos meus arquivos com palmeiras e uma pegada gráfica e fotográfica que faz parecerem cristais. A mesma estampa vem aqui também (em uma blusa), mas é usada de um jeito diferente, com outra peça de outra estampa. Minha melhor amiga veio ao Rio para fotografar a campanha, e eu não teria necessariamente escolhido essa combinação, mas ela claramente sabe o que eu amo (risos).

    Você fez pesquisas específicas sobre a mulher brasileira quando estava desenvolvendo a coleção?

    Não específicas. Eu já vim ao Brasil três vezes, a primeira há 16 anos para um projeto que eu fiz com a Smirnoff, a segunda há uns sete anos para a coleção que fiz com a H&M e agora para a C&A. Eu sempre estou aqui trabalhando, mas sempre há uma festa para celebrar o trabalho, então eu acabo vendo muito da mulher brasileira. Não quero generalizar, mas minha impressão é que elas cuidam muito da aparência e são bastante expressivas na forma como se vestem. Se alguém dissesse que eu teria que fazer uma coleção para algum país do leste europeu, por exemplo, seria mais difícil me conectar com as pessoas, mas para o Brasil, é claro que eu amo fazer isso.

    Não é a sua primeira vez colaborando com uma marca de fast fashion. Como funciona o processo de escolha dos tecidos e materiais? É mais difícil chegar aos resultados que você espera?

    São os mesmos princípios, o mesmo processo de desenho. Você começa com as mesmas aspirações. A partir do moodboard, a primeira etapa é selecionar as estampas. É claro que chega um ponto que você tem que se preocupar com o preço final nas lojas, até mesmo na linha principal existe um teto. Poderíamos colocar um vestido à venda por £ 20 mil (cerca de R$ 120 mil ), mas obviamente não o fazemos. Não sou um “fashion snobe”.

    Levar sua moda para públicos maiores e mais diversos é algo que você gosta de fazer?

    Eu adoro. Isso tem muito a ver com a minha família, meus pais, minha mãe… Eles nunca tiveram muito dinheiro ou acesso a coisas luxuosas. Então, dentro de mim, tenho o princípio de fazer algo superior, essencialmente luxuoso, mas não necessariamente chamativo. Meu luxo tem muito a ver com o artesanal, fazer algo parecer muito rico, mas não necessariamente com os tecidos mais caros e sim com artesãos locais e habilidosos.

    Há alguma pessoa específica na indústria a quem você seja muito grato?

    Deixa eu pensar… Sienna Miller, Jane Jagger, minha mãe, Joseph Velosa, que é meu parceiro de negócios, esta moça, a Rosana, que administra todos os negócios (ele aponta para ela, que estava sentada acompanhando a entrevista). A lista poderia continuar, mas estes seriam meus Top 5.

    Quais são mudanças cruciais no modo como as pessoas enxergam e compram moda desde que você começou?

    Nós mudamos inteiramente nossa estrutura de negócios para totalmente online. A partir de fevereiro de 2016 você só poderá comprar pela internet e isso é uma mudança imensa! Há um artigo na “Vogue” britânica sobre como estamos convertendo a empresa totalmente para a plataforma digital, então essa é a maior mudança para nós. Não desfilamos em setembro e foi a primeira vez que o fizemos. Podemos continuar sem os desfiles porque nosso cliente está migrando para o online.

    Como você espera ser percebido pela mulher brasileira?

    Espero que haja, claro, uma reação positiva em geral. Mas espero, principalmente, que as mulheres, mesmo que não cheguem a comprar, consigam sorrir e sentir-se confortáveis com o que fiz e aproveitar as boas sensações que as roupas possam transmitir.

    As peças chegam a lojas selecionadas da rede a partir desta terça (03.10) e também podem ser compradas online.

     

     

     

     

     

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