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    Falamos com André Hidalgo sobre a 53ª edição da Casa de Criadores

    O evento acontece dos dias 05 a 10 de dezembro, em São Paulo.

    Falamos com André Hidalgo sobre a 53ª edição da Casa de Criadores

    O evento acontece dos dias 05 a 10 de dezembro, em São Paulo.

    POR Julia Lange

    Cerca de um mês após o encerramento da São Paulo Fashion Week, a Casa de Criadores (CdC), evento que já faz parte da história do calendário de moda nacional, chega à sua 53ª edição, com 29 desfiles e 10 estreias.

    Criado em 1997 por André Hidalgo com foco em revelar novos nomes da criação de moda, a CdC se estabeleceu como um terreno fértil para a expressão criativa de estilistas da cena alternativa paulistana, acumulando 26 anos de transformações e muitos nomes revelados desde então, entre eles Samuel Cirnansck, André Lima, Walério Araújo e Igor Dadona, que migraram mais tarde para a SPFW.

    Mas, afinal, o que diferencia a CdC de seus pares? Conversamos com o fundador e diretor artístico, André Hidalgo, que nos conta sobre como tudo começou e quais as principais expectativas para a edição atual, além de como é feita a curadoria e qual o propósito do evento hoje.

    Confira abaixo.

    Como surgiu a ideia inicial da Casa de Criadores enquanto projeto?

    Em 1997 eu trabalhava como jornalista na Folha de S. Paulo e eu comecei a perceber um novo movimento na moda brasileira, formado por estilistas e marcas que queriam trazer um trabalho artesanal para a moda no país. Eu achei isso muito interessante e divertido, exatamente pela maneira como tudo começou, era um movimento muito original. Grande parte das marcas surgiram na noite paulistana, de forma autêntica, e eu adorei isso.

    Eu reuni um grupo desses estilistas e surgiu a 1a edição da Casa de Criadores, em maio de 1997 e foi um sucesso absoluto.

    Qual era o principal ponto em que a Casa se diferenciaria do que já existia no cenário da moda brasileiro? Isso se mantém até hoje?

    Se mantém até hoje e o ponto é exatamente este: ser um espaço voltado para a criação, pesquisa, novas propostas, um diálogo entre moda e arte, promoção da sustentabilidade, enfim. Tudo isso surgiu com muita propriedade na Casa de Criadores, com estilistas que já usavam a moda como ferramenta para trazer essas questões. Tudo que a moda está tendo que repensar hoje já era muito trazido e aprofundado na CdC. É um espaço aberto para que a moda brasileira esteja sempre em ebulição e transformação.

    Por que os desfiles acontecem em dezembro? Existe algum motivo específico?

    Na verdade não tem nenhum motivo específico, sempre conversamos com os estilistas para saber quando é mais interessante para eles apresentarem as coleções. É uma decisão conjunta.

    Como é a curadoria para os participantes? Existe algum fator específico que chame a atenção ou que seja buscado?

    Nós temos uma curadoria bastante minuciosa porque buscamos trabalhos verdadeiramente autorais, que tenham algo a dizer, um diferencial de pesquisa, das complexidades de cada criador. É um conjunto de fatores analisados para a seleção dessas marcas. Algo que nós buscamos muito é um diálogo cada vez mais amplo, que realmente leve a moda para outro patamar. Como resultado nós temos sempre trabalhos muito diversos entre si e cada um relevante à sua própria maneira, o que é muito salutar e saudável para o mercado da moda.

    Quais são as principais expectativas para esta edição?

    São várias! Pela primeira vez estamos fazendo uma grande exposição artística, em que três estilistas vão apresentar seus trabalhos (ao invés dos desfiles). Teremos instalações, performances e tudo será aberto ao público, de forma gratuita! Também vamos contar com a curadoria do Guilherme Teixeira na exposição “A Linha Longa” e a entrada do Alexandre Herchcovitch para o nosso line-up, trazendo um dos principais nomes da moda autoral brasileira.

    Além disso, teremos um desfile chamado Moda Inclusiva, trazendo roupas para pessoas PCD, que é um concurso que foi proposto a alunos de faculdades de moda, e os 20 melhores trabalhos serão desfilados. Também teremos um desfile fazendo uma homenagem aos 50 anos do jeans no Brasil e uma série de shows abertos ao público (Tássia Reis, Rodari, etc). O público ainda vai poder conferir workshops, oficinas de criação, performances, enfim… são muitas atividades que de fato unem a moda às diversas indústrias criativas que existem.

    Finalmente, considerando o cenário atual, as diversas mudanças nos últimos anos na indústria, qual o propósito e objetivo da Casa de Criadores hoje?

    A Casa de Criadores existe para ser esse espaço de criação, essa plataforma que une moda e arte e que sempre busca o novo com significado, com sentido, que realmente transforma a moda autoral brasileira. Apesar de já termos 26 anos, nos tornamos cada vez mais relevantes exatamente por injetarmos tudo isso no mercado e enquanto isso acontecer, estaremos aqui.

    Serviço
    Data dos Desfiles: De 5 a 10/12, somente com convite.

    Data das Oficinas: De 5 a 9/12, somente alunos inscritos.

    Data dos Shows: De 6 a 10/12, aberto ao público, convites na bilheteria no site no CCSP e presencial

    Data das Exposições: De 7 a 18/12, aberto ao público.

    Site oficial: Casa de Criadores

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