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    Artista carioca Muti Randolph lança “Timespaces”, seu primeiro livro
    Artista carioca Muti Randolph lança “Timespaces”, seu primeiro livro
    POR Redação
    O artista Muti Randolph ©Reprodução/Facebook

    O artista Muti Randolph ©Reprodução/Facebook

    Nesta quarta-feira (26.11), Muti Randolph apresenta seu primeiro livro, “Timespaces”, da BEI Editora, que reúne registros das instalações em três dimensões do artista carioca. O lançamento acontece a partir das 19h no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

    Ao longo de duas décadas de carreira, Randolph desenvolveu um trabalho que mistura luz e som, artes gráficas e arquitetura. Ele foi um dos 500 artistas selecionados pelo projeto internacional Creator’s Project, e reconhecido como expoente da arte inspirada e fundamentada em novas tecnologias. Já assinou o design de interiores dos clubes noturnos U-Turn (1996) e D-Edge (2oo3) e instalações em importantes eventos, como o Festival Coachella nos Estados Unidos, o SPFW e a Galeria Melissa São Paulo.

    Na entrevista abaixo, o artista conta para o FFW detalhes deste seu novo projeto e relembra seu premiado cenário para o SPFW.

    Capa do livro "Timespaces", de Muti Randolph ©Reprodução

    Capa do livro “Timespaces”, de Muti Randolph ©Reprodução

    Como surgiu a ideia de lançar o livro?

    Eu sempre pensei sobre isso, mas, além de nunca ter tempo, sempre achava que não era a hora certa. Foi então que surgiu uma oportunidade irrecusável, um bom patrocínio, da Allied, por meio da querida Rozy Strozenberg. Aí resolvi então encarar o desafio.

    Fazer o livro foi muito mais trabalhoso do que eu imaginava. Foram oito meses, aproximadamente, de muita briga e trabalho. Mas, durante o processo, tive a sorte também de contar com o apoio dos queridos clientes e amigos da Melissa, do D-Edge e da Heineken.

    Como foi feita a curadoria dos projetos que compõem o livro?

    A escolha inicial partiu de mim, mas a editora também participou do processo, assim como a autora Shonquis Moreno, que já tinha escrito matérias sobre alguns projetos meus para a revista americana “Frame”. No fim, escolhemos os projetos e imagens mais significativos do meu trabalho em espaços.

    Como funciona o seu processo criativo?

    Inspiro-me nas coisas que me cercam, como a própria tecnologia que uso pra produzir. Um processo sugere uma ideia para outro processo, formando às vezes uma retroalimentação de ideias. Inspiro-me muito também em biologia, um grande interesse meu. Não tanto nas formas, mas nos processos e princípios, o que eu considero uma relação mais profunda. Apesar de usar formas geométricas minimalistas e visualmente frias, a organicidade fica visível ao longo do tempo no movimento e na interatividade. As pessoas costumam contrapor a natureza (a biologia) e a tecnologia, mas a própria vida é baseada num código digital, o DNA.

    Instalação do Coachella criada por Muti Randolph ©Divulgação

    Instalação do Coachella criada por Muti Randolph ©Divulgação

    Você pode contar para a gente um pouco de como foi o seu trabalho com a cenografia do SPFW?

    Eu assinei a cenografia geral das edições de Inverno 2005 e Verão 2006. A primeira, que ocorreu em janeiro daquele ano, abrigou a mostra “Olhares do Brasil” e foi um tour de force tecnológico, ganhando inclusive um prêmio internacional de inovação em projeção. Antes de existir o termo, era um projeto de vídeo mapping, no qual a projeção era mapeada ao longo de paredes facetadas irregularmente. Além do ineditismo do mapping, a iniciativa registrou também um recorde de projetores formando uma mesma imagem – foram nove projetores em cada andar formando uma imagem de 6480 pixels de largura, resolução que é considerada bem grande mesmo hoje em dia. Com o equipamento disponível na época foi uma loucura, mas o resultado foi de tirar o fôlego. Andar pelos corredores vazios da Bienal, com o evento fechado, e as projeções rolando, transformando o prédio numa videoinstalação gigantesca, foi uma das experiências mais incríveis da minha vida, e certamente a sensação mais forte que eu já tive em um espaço desenhado por mim.

    Não entendo até hoje por que, com exceção de algumas revistas especializadas internacionais, esse projeto não teve muita repercussão aqui. Nessa ocasião, eu constatei que as pessoas só veem arte quando tem uma plaquinha dizendo que é arte, seja num museu ou numa galeria. Mesmo no prédio da Bienal, um espaço feito para a arte, o fato de ser um evento de moda e não de arte fez com que a grande maioria das pessoas mal percebesse a presença daquela obra apesar de todo o gigantismo e impacto. Mas eu continuo acreditando que a arte tem que estar presente no dia a dia das pessoas, na rua, na moda, na comida, na casa, e não confinada em galerias e museus. Afinal a arte é muito anterior aos museus, galerias, e até mesmo aos artistas, no significado atual da palavra.

    Cenário do SPFW Inverno 2015 assinado por Muti Randolph ©Divulgação

    O premiado cenário do SPFW Inverno 2005 assinado por Muti Randolph ©Divulgação

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