22.08.2019 / Cinema / por

Guarde espaço na agenda para a ótima programação do Festival Internacional de Curtas de São Paulo

Começa nesta quinta (22.08) a 30 edição do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, que comemora 30 anos ininterruptos de realização, algo realmente louvável no Brasil, não apenas relacionado às dificuldades de produzir cultura de qualidade no país, mas também por acompanhar todas as transformações pelas quais esse meio passou recentemente. “Quando começamos, o ‘visionamento’ era feito a partir de fitas VHS que chegavam pelos correios das mais diversas partes do mundo”, lembra Zita Carvalhosa, diretora e fundadora do festival. Mas as mudanças não foram apenas tecnológicas. “A evolução garantiu uma maior representatividade, em frente e atrás das câmeras. Muito mais mulheres assinam a direção dos curtas, no Brasil e no mundo. Negros e indígenas também marcam cada vez mais presença neste universo, como realizadores e realizadoras, atores e atrizes, e em todas as equipes de produção”, diz a Carvalhosa na coletiva de imprensa.

Com 324 filmes de 53 países, a programação deste ano é dividida em quatro partes: as Mostras Principais (Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros), que revelam um panorama do cinema atual em todo o mundo,  os Programas Imersivos; os Programas Especiais (com atrações já tradicionais do festival, como a Mostra Infantojuvenil); e as Atividades Paralelas, que incluem debates e workshops. E pela primeira vez em seus 30 anos de história, o evento tem uma Mostra Competitiva, dedicada apenas a filmes brasileiros – são 14 títulos selecionados.

Entre eles, está Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamim de Burca, realizado pela Fundação Bienal de São Paulo para a representação do Brasil na 58ª Bienal de Veneza – o FFW esteve presente no lançamento do festival, onde Swinguerra foi exibido. Para este filme, os artistas apresentam o resultado de uma pesquisa iniciada em 2015 em torno da swingueira pernambucana, focando em três companhias de dança,  Cia. Extremo, La Máfia e O Passinho dos Maloka. Todos ensaiam suas coreografias rigorosamente para apresentá-las em competições nos arredores de Recife. Abaixo, uma visitante do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza filmou um trecho de Swinguerra, o suficiente para mostrar a energia do filme:

A dupla de artistas também ganha a primeira retrospectiva de seus filmes, dentro da mostra Programas Especiais.

Sem Asas, de Renata Martins, também está na competição, assim como Realeza Gay, de Carlos Magalhães e Maria Fernanda Ribeiro, e Kerexu, de Leonardo Remor e Denis Rodriguez.

Na mostra internacional, vale assistir Starboy (UK), A Ursa (Suécia), Ralph Styles Ultra (UK), Rise (Canadá, Brasil, também de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca), A Jornada de Kitwana (Quênia) e Fuck You (Suécia), que você pode assistir ao trailer no início desta matéria.

The Bear trailer from KOSTR on Vimeo.

Vale destacar também a Mostra Limite, que estreia nesta edição para jogar luz nas produções que experimentam novas linguagens e/ou trazem narrativas ousadas.

O festival acontece até 01 de setembro, com programação gratuita em diferentes salas de cinema da capital: Cinemateca Brasileira, CineSesc, MIS, Espaço Itaú Augusta, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Cinusp, e nos CEUs Perus, Caminho do Mar e Vila Atlântica.


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