26.06.2019 / Moda / por

Condé Nast confirma venda da WMagazine a novo grupo de mídia

Edição feminina da W, em 2018, com Cate Blanchett na capa / Reprodução
Edição feminina da W, em 2018, com Cate Blanchett na capa / Reprodução

Após meses de especulação, a Condé Nast confirma a venda da WMagazine ao novo grupo de mídia Future Media Group. Segundo o New York Post, o valor de venda da W estava em torno de US$ 7 milhões.

A revista agora fará parte do grupo que já tem no portfólio a publicação de arte e design Surface e não manterá Stefano Tonchi no cargo de editor-chefe. Em seu lugar entra Sara Moonves, que até então era editora de estilo da W. Primeira mulher a dirigir a revista, ela responderá direto ao CEO da empresa, Marc Lotenberg. “Acho que Tonchi fez um trabalho maravilhoso, mas, do ponto de vista inovador e para onde estamos querendo ir, acho que a moda feminina deve ser vista pelo ponto de vista das mulheres”, diz o CEO.

Por enquanto, a W continuará publicando oito edições por ano enquanto expande seu conteúdo digital e diversifica sua receita por meio de assinaturas, eventos e projetos de televisão, disse Lotenberg em uma entrevista ao BoF. “Estou honrado em ser um guardião da marca e levá-la para a próxima fronteira ”, disse, acrescentando que comprou a revista porque quer transformar os títulos em “algo que é mais do que mídia”. 

Mas é provável que o modelo de distribuição mude, como já aconteceu com a Surface, que deixou de ser vendida em banca para estar gratuitamente em hotéis e terminais de jatos particulares.

 Tonchi ficou na W por quase 10 anos e ajudou a reposicionar a revista tanto em sua visão de moda quanto de arte e Hollywood. “Minha prioridade no ano passado foi garantir que a W encontrasse uma nova casa e levasse seu legado para o futuro, e que todos os esforços tenham sido feitos para proteger a minha equipe”, disse em um email. 

Com a novidade, voltam também as notícias que envolvem denúncias contra Lotenberg. Em 2007, ele foi processado por três funcionárias por discriminação de gênero, ambiente de trabalho hostil, imposição intencional de sofrimento emocional e interrupção injusta. Em um email enviado ao boF, ele respondeu: “É lamentável que tivemos um funcionário individual isolado em um de nossos escritórios que não correspondeu a nossos altos padrões. Nós lidamos com a situação com uma política de tolerância zero”. 


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