02.08.2016 / Moda / por

Confirmou: Raf Simons é novo diretor criativo global da Calvin Klein

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O que os boatos já davam conta de anunciar acaba de ser confirmado oficialmente: Raf Simons assume, “imediatamente”, a direção criativa da grife, segundo a Calvin Klein divulgou esta terça (02.08) em seu Instagram e Facebook.

O desfile da marca própria masculina de Raf Simons
O último desfile de Raf Simons para a Dior
Conheça mais o estilista no documentário Dior e Eu

Se um dos motivos da saída de Simons da Dior foi o excesso de trabalho, o estilista deve ter repensado suas prioridades. Na Calvin Klein ele ficará responsável pela estratégia global de TODAS as linhas da label, o que inclui a Calvin Klein Collection (desfilada na semana de moda de Nova York), Calvin Klein Platinum, Calvin Klein, Calvin Klein Jeans, Calvin Klein Underwear, e Calvin Klein Home (ufa, até a gente ficou cansado!). A estreia de Simons nas passarelas da Calvin Klein acontece em fevereiro de 2017, com a coleção de inverno, na semana de Nova York.

Segundo a Calvin Klein, a chegada de Simons faz parte da nova estratégia da marca, que anunciou, em abril passado, a unificação de todas as suas linhas sob uma única visão criativa.

A contratação acontece oito meses depois do estilista belga deixar a Dior. O acordo de não-concorrência, feito com a LVHM, expirou no final de julho, o que explica a confirmação só agora. “A chegada de Raf Simons como diretor criativo significa um importante novo capítulo para a Calvin Klein”,  afirma em comunicado o CEO da grife, Steve Shiffman.

De fato, a união de Simons com a Calvin Klein pode significar uma das melhores parcerias da história recente da moda. Se na Dior o estilista ganhou aplausos ao limpar o estilo superfeminino da maison sem descaracterizá-lo e, com isso aumentar em 60% as vendas da marca, na Calvin Klein o desafio deve incluir uma participação ainda maior de Raf Simons em todas as decisões da empresa – das coleções às campanhas, passando pelo casting dos modelos, os rostos de todas as linhas e a mensagem geral de uma grife que sempre foi sinônimo do minimalismo esportivo e do jeanswear jovem americano e que hoje parece um pouco perdida na identificação com uma juventude que aprecia casualidade com design contemporâneo. E em termos de contemporaneidade, Raf Simons acerta em cheio.

Diferentemente da Dior, a Calvin Klein, tem, ainda, um DNA mais próximo do estilo do designer belga. Parte da “turma da Antuérpia” de criativos dos anos 90, da qual fazem parte Martin Margiela e Ann Demeulemeester, o estilista ficou conhecido por sua moda masculina precisa e limpa (ele não gosta de ser chamado de minimalista), que olhava para a juventude na rua, com streetcast em seus desfiles que propunham uma nova estética e uma nova silhueta masculina: garotos franzinos, como ele, com peças de alfaiataria quase tão ajustadas como os jeans skinny e uma rebeldia rock&roll. Sim, Hedi Slimane foi quem levou a fama do criador da nova “silhueta Dior” masculina que traz esse mesmo discurso. Mas foi Raf quem lançou antes. Depois, na Jil Sander, exercitou seu design “essencial” para as mulheres.

O talento para criar imagens e roupas que respiram o espírito de seu (do nosso) tempo e exalam equilíbrio entre design e funcionalidade de moda parece perfeito para uma marca de alma minimalista como a Calvin Klein. O menos não é mais para Raf Simons, mas promete superar expectativas. Que venha a nova coleção, e que a linha brasileira da grife transpire os códigos de seu mentor para que todos vistamos Raf Simons a preços razoáveis!


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