09.05.2017 / Tecnologia / por

Conheça a nova tecnologia Nano Cure, que faz com que furos nas roupas se regenerem

Imagem de divulgação da Imperial Motion
Imagem de divulgação da Imperial Motion

O mercado de roupas inteligentes tem se desenvolvido especialmente na área esportiva. Roupas que não amassam, secam rápido, esquentam ou esfriam conforme a necessidade do seu corpo e não retêm suor já são bem conhecidas e usadas.

Agora, surgiu uma novidade que pode ser o início de um processo bem poderoso no que diz respeito a durabilidade de uma peça. A marca americana Imperial Motion lançou o Nano Cure Tech, tecido esportivo tratado com habilidades de auto cura, que faz com que o material seja restaurado quando perfurado. Funciona assim: sua jaqueta furou? Esfregue dois dedos na área por 10 segundos. Quando você tirar os dedos, o furo sumiu. A mágica acontece quando você aplica calor e fricção sobre o tecido.

O material usado é o ripstop, tecido que inclui a tecelagem de fios de nylon ao longo do processo, misturados a outros materiais de base, como algodão, seda e polyester. Mais resistente, há muito tempo é usado para fazer barracas de camping, sacos de dormir e paraquedas. A novidade é esse tratamento especial que a roupa recebe dos dois lados.

Por enquanto, a Imperial Motion lançou uma linha de jaquetas e outra de bolsas, com três modelos cada. A jaqueta sai por US$ 80 e a mochila por US$ 60, um bom preço, considerando como este ainda é um mercado pequeno e em desenvolvimento (veja fotos e preços na galeria abaixo).

A Imperial Motion foi lançada em 2002 pelos amigos Eric, Steve e Spencer, que na época tinham 19 e 14 anos. Eles não sabiam muito sobre produção de roupa nem tinham conexões na indústria e começaram na garagem dos pais. Hoje estão baseados em Washington e são encontrados em centenas de pontos de venda nos EUA, Japão, Canadá e Europa com coleções voltadas para o lifestyle esportivo e casual.

Mas ainda há espaço para evolução, já que a Nano Cure Tech não torna a peça indestrutível – a marca não recomenda fazer testes com furos de faca ou tesouras, por exemplo. Mas, além de ser uma boa opção para quem faz esportes de aventura ou atividades externas, também mostra de uma maneira mais palpável para onde esse mercado está caminhando e as novidades que em pouco tempo serão comuns a todos.

De uma forma geral, é a indústria de roupas esportivas que está se beneficiando da tecnologia aliada à roupa. O investimento em wearable tech deve chegar a US$ 53 bilhões em 2019, segundo a empresa Juniper Research.

Porém, algumas opções que reúnem funcionalidade e tecnologia ao design em roupas para o dia a dia estão começando a aparecer e vão mudar a forma como nos vestimos e todo o conceito de mercado, uma vez que as roupas poderão passar por mudanças de cor e até de forma, como encurtar a barra de uma saia ou a manga de uma blusa dependendo da ocasião do seu compromisso.

O Google e a Levi’s estão trabalhando juntos no Projeto Jacquard, que é uma fibra condutora tecida no jeans que permite interatividade touch no próprio tecido, fornecendo funcionalidades simples que substituirão o smart phone em algumas situações, como chamar um Uber ou silenciar seu aparelho. A Lacoste também divulgou um vídeo (que não está mais no ar) mostrando roupas que mudam de cor, mangas que alongam e silhuetas que ficam mais secas.

A Ralph Lauren já lançou a sua Polo Tech, que permite capturar informações como batidas do coração, respiração, quantos passos você deu, etc, como um aplicativo de saúde incorporado à sua camiseta polo.

A mochila que muda de cor da The Unseen
A mochila que muda de cor da The Unseen

Outro exemplo é o pessoal da The Unseen, que está trabalhando na criação de peças que podem mudar de cor via aplicativo. Eles já têm uma linha de acessórios que muda do preto pra um multicor, conforme a pressão do ar – e que já está à venda na loja online.

Em uma entrevista ao FFW, Felipe Oliveira Baptista, diretor criativo da Lacoste, disse que em 10 anos artigos como roupas conectadas serão banais. “Está chegando de uma maneira mais sutil. Em cinco anos já estará bem presente. Em 10 anos, banal. A gente também precisa saber o que queremos que as roupas façam por nós. Vamos definir o que a roupa faz ou não”. As roupas serão como nunca imaginamos.

 


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